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14/10/2011 - 16h55

Tendência do dólar é de queda, dizem operadores

SÃO PAULO - O mercado voltou a apostar na queda do dólar, depois dos solavancos registrados em setembro. Segundo operadores ouvidos pelo Valor, estruturalmente não há por que o real se desvalorizar. Poucos acreditam que a zona do euro vá deixar a Grécia de mãos vazias, porque está em jogo a moeda única do continente.

O que ocorreu, no mês passado, foi um desmonte das posições vendidas, que alcançavam cerca de US$ 33 bilhões, sendo US$ 23 bilhões nos mercados futuros e US$ 10 bilhões em contratos de swap cambial reverso. O apetite pela compra, no entando, vem minguando.

Nesta sexta-feira, o dólar cravou a oitava queda consecutiva, para R$ 1,733, depois de ter superado R$ 1,90 no auge do nervosismo de setembro.A pesquisa Focus do Banco Central ainda aponta para um dólar a R$ 1,75 no fim de dezembro. Mas, pela sondagem com operadores, esta cotação será paulatinamente ajustada para baixo.

Segundo Alfredo Barbuti, economista da BGC Liquidez, o fator estrutural que impede a continuidade da desvalorização do real é a taxa básica de juros. "Quem tinha medo já zerou a posição vendida em setembro", afirma. Para ele, o Brasil continua atrativo para o investidor estrangeiro.

Operadores que pediram para não ser identificados acreditam que o dólar possa voltar a um preço entre R$ 1,65 e R$ 1,67 no curto prazo. Por isso, não fazem posições compradas no mercado futuro. O desmonte custa muito, dizem, e nada justificaria apostar na alta do dólar. Mesmo porque, acreditam, a zona do euro vai sobreviver.

(Márcia Pinheiro / Valor)
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