SÃO PAULO - O ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, Wagner Bittencourt, buscou desfazer qualquer receio sobre a viabilidade das propostas econômicas vencedoras dos leilões dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília.
Ele elogiou "a coragem e o apetite" dos investidores, lembrando que as propostas demonstram a confiança das empresas no país. "Continuamos com uma sinalização muito positiva do país como local em que os investimentos são seguros e são rentáveis", afirmou Bittencourt, após o leilão.
Para o ministro, "ninguém dá um lance que não seja adequado às suas expectativas de resultados" e "as multas são muito grandes" em caso de descumprimento dos prazos de entrega das obras previstas.
Embora tenham ficado de fora da lista de empresas vencedoras consórcios formados por operadoras reconhecidas internacionalmente, como Fraport e Changi, Bittencourt manifestou confiança nos ganhadores. "Eu acredito muito na seriedade e no compromisso de quem se expõe a vir operar em serviço aeroportuário".
A Invepar, que venceu a concessão de Guarulhos, associou-se à sul-africana ACSA. A Triunfo, vencedora de Viracopos, formou uma aliança com a francesa Egis, que atua principalmente fora de seu país de origem, em aeroportos do Congo, do Chipre e do Taiti. A Engevix, que arrematou a concessão de Brasília, tem parceria com a Corporación América, cuja principal operação é na Argentina.
Para o ministro, o fato de essas empresas operarem principalmente em países emergentes "não diminui ninguém". "Se não, teríamos complexo de vira-lata eternamente", disse Bittencourt. "Parceiros iguais (ao Brasil) também são bem-vindos. Não podemos ter preconceito com a origem do capital".
(Daniel Rittner | Valor)