RIO - A presidente Dilma Rousseff fez uma visita relâmpago de cerca de 45 minutos para inaugurar a nova emergência do Hospital Miguel Couto, na zona sul do Rio.
Sem discursos, a presidente se limitou a dizer poucas palavras para a imprensa na saída. Questionada se teve conhecimento da manifestação de servidores públicos que ocorria do lado de fora do hospital, Dilma apenas respondeu:
"Vi, querido. Vivemos numa democracia, vocês querem o que?", disse Dilma, que não comentou se encontraria os cerca de 50 grevistas das áreas de saúde e educação que reclamavam da pouca disposição do governo em negociar salários e melhores condições de trabalho.
Ao lado da presidente, o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), saiu sem falar com a imprensa. Na quarta-feira, o Ministério Público Eleitoral recomendou ao prefeito que não participasse das inaugurações hoje ao lado de Dilma e do governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB). Abordado durante a inauguração, Paes disse apenas que sua campanha começa amanhã.
Ao chegar ao hospital, Dilma entrou por uma porta lateral para fugir de manifestantes que a esperavam no local. O principal grito de guerra dos manifestantes é "A greve é todo dia, porque a Dilma não negocia!".
Cabral apresentou as instalações do novo prédio do hospital municipal à presidente e à comitiva, que contava com Paes; o vice-governador, Luiz Ferando Pezão; o secretário estadual de saúde, Sérgio Cortes; o ministro da Saúde, Alexandre Padilha; e o ministro da Pesca, Marcelo Crivella.
(Guilherme Serodio | Valor)