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09/11/2007 - 17h02

OceanAir assumirá operações da BRA provisoriamente, anuncia Jobim

Da Redação
Em São Paulo
A OceanAir, do empresário German Efromovich, assumirá as operações da BRA nos próximos dias, afirmou nesta sexta-feira o ministro da Defesa, Nelson Jobim. De acordo com ele, o objetivo é resolver os problemas dos passageiros que já compraram bilhete da BRA, empresa que suspendeu seus vôos nesta semana.

Essa saída pode durar alguns meses, de acordo com o ministro. Depois será buscada uma solução definitiva. "Vai ser pelo menos nesse período em que os aviões estão aí e existem essas passagens. (Os aviões) serão operados pela Ocean Air", comentou Jobim. "Esperamos pacificar o setor."

"A Anac estava operando junto à BRA e à Ocean Air para fazer o entendimento entre elas. Eu acabei de conversar com o presidente da BRA e já tinha conversado ontem como presidente da Ocean Air", disse Jobim a jornalistas na Escola Superior de Guerra, no Rio de Janeiro, onde deu entrevista coletiva.

"A parte comercial já estaria fechada, agora é uma questão formal de acertar e identificar as aeronaves que vão ser transferidas, porque algumas delas têm mandado judicial de apreensão", acrescentou o ministro.

Ele fez a afirmação respondendo a uma pergunta sobre se haveria necessidade de punição à BRA, já que a empresa vendeu passagens para vôos que não teria condições de cumprir.


Dívidas de R$ 170 mi
Nesta semana, a BRA pediu à Anac a suspensão de todos os seus vôos e anunciou a demissão de 1.100 funcionários. Ontem, executivos da companhia informaram que a empresa tem dívidas da ordem de R$ 170 milhões.

Depois de deixar passageiros sem atendimento ou informações nos aeroportos, a companhia aérea informou que vendeu cerca de 70 mil passagens até 30 de março de 2008.

A BRA fazia, em média, 315 vôos por mês para 26 destinos nacionais e três internacionais. Segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) de setembro, a BRA tinha 4,6% do mercado doméstico, à frente da Ocean Air, com 2,6%.

Fusão: BRA e OceanAir
Jobim não descartou a possibilidade de fusão entre as duas empresas futuramente, embora também tenha admitido que a BRA possa encontrar uma solução para as dificuldades financeiras que enfrenta.

Apesar de o governo ter participado das negociações, o ministro afirmou que não houve uma intervenção no setor aéreo. "Esse acordo foi estimulado pela Anac e teve apoio das empresas. É uma responsabilidade que tem o governo de solucionar o problema que criou uma dificuldade para 50 mil, 70 mil pessoas".

Ele acrescentou que o número de aeronaves que serão aproveitadas pela Ocean Air ainda não foi definido. Acrescentou que essa negociação será feita diretamente entre as duas companhias.

(Com informações de Agência Estado, Reuters e Valor Online)

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