21/01/2008 - 15h35
Strauss-Kahn: crise nos EUA é "séria", plano de Bush "não agradou" as Bolsas

PARIS, 21 Jan 2008 (AFP) - O diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, qualificou nesta segunda-feira de "séria" a crise provocada pela desaceleração do crescimento americano, e disse que o plano econômico de George W. Bush "não agradou" as Bolsas.
"Trata-se de uma situação séria. Todos os países do mundo estão afetados pela desaceleração do crescimento nos Estados Unidos", declarou Strauss-Kahn à imprensa depois de uma reunião no Eliseu com o presidente francês, Nicolas Sarkozy.
"Felizmente, os países emergentes ainda têm um crescimento relativamente forte, e seguirão puxando o crescimento mundial. No entanto, é possível que a crise também tenha conseqüências nos países emergentes, fazendo com que o crescimento seja menos elevado do que o previsto", considerou Strauss-Kahn.
Questionado sobre o plano de recuperação de 140 bilhões de dólares apresentado sexta-feira pelo presidente americano George W. Bush, o diretor-geral do FMI respondeu que este plano "não parece ter agradado as Bolsas".
"Era de uma certa forma previsível, mas o presidente Bush quis tentar assim mesmo. Isso mostra que nos Estados Unidos, o debate se focaliza cada vez mais nos riscos e, em conseqüência, na necessidade de tentar eliminá-los através da política monetária, mas também de outras maneiras", prosseguiu o ex-ministro socialista da Economia da França.
Strauss-Kahn informou que suas idéias para resolver a crise são "bastante próximas" das do presidente Sarkozy.
"Penso que ele percebe bem os problemas que afetam a economia mundial, ele percebe a necessidade de cuidar desses problemas, independentemente das dificuldades. Acho que ele está certo quando diz que é arriscado tomar algumas medidas, mas é ainda mais arriscado não fazer nada", considerou Strauss-Kahn.
As Bolsas européias caíram vertiginosamente nesta segunda-feira, em meio às decepções dos investidores com o plano apresentado por Bush.