A Microsoft afirmou nesta sexta-feira que fez uma oferta de compra ao Yahoo envolvendo ações e dinheiro, com valor total de US$ 44,6 bilhões.
São US$ 31 por ação, o que, segundo a Microsoft, representa um prêmio de 62% sobre o preço do papel da empresa no fechamento de quinta-feira (31).
A oferta acontece em período de dificuldade para o Yahoo. Na terça-feira (29), a empresa anunciou que reduzirá em pelo menos 1.000 vagas seu quadro de 14,3 mil funcionários. O diretor-executivo, Jerry Yang, disse que o grupo pretende fazer uma redução de até 7% da massa salarial já em fevereiro.
Na quinta-feira, o ex-chefe executivo do Yahoo, Terry Semel, deixou a junta diretora da empresa.
O Yahoo fechou o quarto trimestre do ano passado com um lucro de US$ 206 milhões, o que representa uma queda de 23% sobre o ganho obtido em igual período de 2006.
Vigilância antitrusteA divulgação da proposta acontece um dia depois que a Justiça dos Estados Unidos decidiu continuar monitorando a Microsoft para assegurar que a companhia não adote práticas monopolistas. A vigilância deve continuar pelo menos até novembro de 2009.
A juíza Colleen Kollar-Kotelly, responsável por processo movido por vários Estados contra a Microsoft, decidiu prorrogar o prazo por conta de "atrasos extremos e imprevistos" na obtenção de documentos importantes para o caso na companhia. Segundo ela, mesmo cinco anos depois do início do período de recolhimento de provas e documentos, ainda há dados incompletos e inexatos no material disponibilizado pela Microsoft, o que justifica a extensão do prazo.
A juíza afirma que a "extensão não deve ser considerada uma sanção contra a Microsoft; pelo contrário, a Corte cumprimenta a Microsoft por sua disposição em cooperar". Segundo Kollar-Kotelly, a empresa não tem agido de forma a dificultar a vigilância de suas atividades pela corte.
Na mesma decisão, a juíza não acata o pedido dos Estados que moveram a ação contra a Microsoft para estabelecer uma data em 2012 para o julgamento do caso. Segundo ela, dadas as dificuldades na obtenção de documentos úteis para a argumentação do caso e a extensão do prazo para obtê-los, é prematuro estabelecer uma data para a decisão final, como sugerido pelos Estados.
(Com informações de France Presse, Reuters e Valor Online)