Na contramão dos demais grandes bancos brasileiros, o Banco do Brasil teve queda no seu lucro líquido em 2007. Os ganhos do BB recuaram de R$ 6,044 bilhões em 2006 para R$ 5,058 bilhões no ano passado, uma redução de 16,3%.
O motivo alegado pela instituição, que é o maior banco do país, é o impacto de acontecimentos não recorrentes. Desconsiderados os efeitos extraordinários, o lucro do BB em 2007 foi de R$ 5,748 bilhões, o que representa uma alta de 56,8% ante os R$ 3,665 bilhões do ano anterior.
"Enquanto o resultado de 2006 foi positivamente influenciado por eventos extraordinários de R$ 2,379 bilhões, com destaque para a ativação de crédito tributário, o resultado de 2007 foi impactado negativamente em R$ 690 milhões, decorrentes, sobretudo, dos incentivos pagos no Plano de Afastamento Antecipado (PAA) e das despesas com o plano de reestruturação da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi)", observou a instituição.
No caso de outros grandes bancos do país, ocorreu o inverso: o balanço anual de 2007 foi influenciado positivamente por itens extraordinários. Com isso, no ano passado, o lucro do Bradesco, maior banco privado do Brasil, avançou quase 60% e superou R$ 8 bilhões. O do Itaú praticamente dobrou, atingindo R$ 8,47 bilhões, o maior já registrado por uma instituição financeira nacional. O do Unibanco também teve aumento de cerca de 100%, para R$ 3,448 bilhões.
Nos três últimos meses de 2007, o ganho do BB foi de R$ 1,217 bilhão em uma base líquida, inferior em 2,5% ao R$ 1,248 bilhão somado em período correspondente de 2006.
O índice de Retorno sobre Patrimônio Líquido Médio anualizado (RSPL) da instituição foi de 22,5% no ano passado ante os 32,1% de um exercício antes. Excluídos itens extraordinários, o RSPL em 2007 seria 25,5%, ou 6 pontos percentuais superior ao de 2006.
(Com informações do Valor Online)