O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta sexta-feira que o PIB (produto interno bruto) do Brasil cresceu entre 5,2% e 5,3% no ano passado. Para 2008, a expectativa é de um avanço de 5%.
A afirmação foi feita em um evento, no Rio de Janeiro, do Instituto Internacional de Finanças, que engloba representante das principais empresas do setor financeiro em todo o mundo.
A divulgação dos números oficiais sobre a expansão da economia nacional é de responsabilidade do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e ocorrerá na próxima quarta-feira, dia 12. "Temos informações de que o crescimento no ano passado ficou acima de 5%", disse o ministro.
O número antecipado por Mantega coincide com a previsão de analistas de mercado. A última pesquisa Focus do ano passado - levantamento que o Banco Central realiza semanalmente com cerca de cem instituições financeiras sobre os rumos da economia brasileira - mostrava que especialistas previam um crescimento em torno de 5,2% para todo o ano de 2007.
'Anos dourados'O atual momento econômico do Brasil é comparável aos chamados "anos dourados", entre 1950 e 1970, disse o ministro durante o evento. Ele afirmou que naquele período o país cresceu em média 7% ao ano, enquanto a população avançava a um ritmo anual de 3%. E atualmente, continuou Mantega, o crescimento em torno de 5% se dá ante um avanço de 1,3% da população.
O ministro fez várias brincadeiras na tentativa de demonstrar a solidez da economia brasileira. Sobre a crise do setor de crédito "subprime" nos Estados Unidos, afirmou que ela "ainda não chegou à praia de Copacabana", que fica em frente ao Copacabana Palace, hotel em que se realiza a conferência do IIF.
O ministro brincou também com William Rhodes, vice-presidente do Citigroup e participante do IIF, que integrava a mesa de debate. "O Bill Rhodes já foi chefe do comitê de credores, mas hoje deve estar mais preocupado em equacionar a dívida americana."
Mantega também mexeu com o presidente do Itaú, Roberto Setúbal, que integra a diretoria do IIF. O ministro disse que em janeiro o imposto de renda sobre o lucro pago pelas instituições financeiras subiu 140% em relação a janeiro do ano passado. Ao comentar o dado, o ministro citou Setúbal e disse que esse era um indicativo que poderia ajudar a atrair bancos estrangeiros para o país, aumentando a concorrência.
(Com informações de Reuters e Valor Online)