A Bovespa e a BM&F confirmaram na noite de ontem a fusão de suas atividades. Dessa união, deve surgir a empresa que provisoriamente será chamada Nova Bolsa. A notícia fez as ações das duas empresas dispararem no início dos negócios desta quarta-feira.
Para Keyler Carvalho Rocha, vice-presidente do conselho de administração do Ibef-SP (Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças de São Paulo), uma das principais vantagens do acordo é que, agora, as Bolsas de São Paulo estão "blindadas contra tentativas de terceiros de adquirir uma das duas empresas".
Também representa "uma redução de custos às duas companhias". O economista estima que, com a fusão, a Bovespa e a BM&F conseguirão uma redução de, no mínimo, 25% em seus custos operacionais.
O acordo cria um monopólio "que é muito interessante para os acionistas e é bom para todos", diz Rocha. "Com isso, você evita distorções de preço (nos mercados)". A fusão ainda precisa ser aprovada pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) mas, na opinião de Rocha, o órgão não deverá impor barreiras. "Hoje já funciona assim. Não há razão para impedimento."