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26/03/2008 - 12h22

Após fusão de Bolsas, analistas divergem sobre compra de ações

Ana Carolina Lourençon
Em São Paulo
Após o anúncio de fusão da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) e da BM&F (Bolsa de Mercadorias e Futuros), analistas divergem sobre o que fazer com as ações das duas empresas.

"O investidor pode até comprar um pouquinho de papéis das duas Bolsas, mas existem ações melhores. Neste período de crise e turbulência, é melhor investir em empresas cujo mercado que atuam esteja em franca ascensão, como Petrobras, CSN, Vale e Usiminas", diz o diretor da Trust Investimentos, Junior Hydalgo.

Por outro lado, o economista-chefe da Up Trend Consultoria, Jason Vieira, declara que seria um bom investimento. "Pessoalmente eu compraria, pois no futuro será uma boa opção de investimento."

Os especialistas consultados concordam, no entanto, que quem já tem ações de uma das duas Bolsas deve ficar com elas.

"Para quem já possui os papéis, a orientação é mantê-los, sobretudo se o investidor estiver à procura de retornos em longo prazo", afirma Vieira.

A mesma opinião é compartilhada por Hydalgo. "A manutenção é ideal, principalmente para quem tem ações da BM&F, que deve ser mais beneficiado. A Bovespa é um mercado de papel à vista, que negocia ações de empresas e qualquer pessoa física pode participar. Já na BM&F é um mercado mais restrito, interbancário, e pessoa física fica de fora. Com a fusão, os clientes da Bovespa também serão da BM&F", diz.

"O investidor terá que observar as propostas detalhadas das duas Bolsas, mas quem já está posicionado nas ações delas não deve sair", diz a analista de investimentos da corretora SLW Kelly Trentin.

Bovespa Fonte: Reuters

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