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29/04/2008 - 22h27

Cepal: Industrialização tardia no Brasil afeta inovação tecnológica

Santiago do Chile, 29 abr (EFE) - O lento processo de industrialização nas economias de Brasil e Argentina afetou a capacidade de inovação tecnológica nos dois países, segundo um estudo da Comissão Econômica Para a América Latina e o Caribe (Cepal) divulgado hoje em Santiago.

O relatório, "Condicionantes da inovação tecnológica na Argentina e no Brasil", foi desenvolvido pelos professores Eduardo Gonçalves, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Mauro Borges Lemos, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e João de Negri, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).

O texto destaca que ambos os países basearam suas estratégias de industrialização na substituição de importações. Apesar disso, em comparação com outras nações da região, "suas estruturas industriais ainda são frágeis e heterogêneas".

O artigo publicado na revista número 94 do organismo regional das Nações Unidas detalha o processo de industrialização na Argentina e no Brasil em três períodos, desde começos do século XX até a atualidade.

"O desenvolvimento da indústria de bens de capital e das áreas que produzem em grande escala não foi acompanhado do surgimento de setores de instrumentos e máquinas de natureza especializada ou que fizesse uso do conhecimento", assinala o texto.

Como conseqüência, acrescenta, "o processo de industrialização foi tardio e incompleto", o que afetou a capacidade de inovação nas economias dos países em questão.

Segundo o artigo, o esgotamento do modelo de substituição de importações, junto às transformações institucionais das décadas de 1980 e 1990, dificultaram a possibilidade de desenvolver a capacidade tecnológica de Brasil e Argentina.

No entanto, os autores destacam que ambas as economias introduzem novos produtos no mercado interno, por meio da aquisição de tecnologia através da compra de pesquisa e desenvolvimento, licenças, conhecimentos práticos, patentes, marcas registradas, consultorias e acordos de transferência tecnológica.

Além disso, destacam a exportação como indutor de inovações e a contribuição da aquisição de maquinaria e equipamentos à inovação de produtos.

"Os fatores que determinam a propensão das empresas argentinas e brasileiras a inovar em produtos são o esforço inovador em suas diversas modalidades e a inserção externa, sobretudo as exportações", ressalta o artigo da Cepal.

"As empresas de Argentina e Brasil têm pouca capacidade interna para realizar atividades de pesquisa e desenvolvimento que lhes permitam inovar", acrescenta.

Bovespa Fonte: Thomson Reuters

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