16/05/2008 - 14h12
Secretário do Tesouro americano diz que "mercados financeiros se acalmaram"

Washington, 16 mai (EFE) - O secretário do Tesouro dos Estados
Unidos, Henry Paulson, assegurou hoje que os mercados financeiros
estão "consideravelmente mais calmos" do que há dois meses, e previu
que a economia se recuperará no segundo semestre do ano.
Paulson assinalou que a crise imobiliária ainda é o fator que
mais prejudica o crescimento da economia americana, apesar dos
riscos de recessão terem diminuído, devido aos cerca de US$ 100
bilhões que o Governo repartirá entre os cidadãos dentro de seu
pacote de medidas de estímulo econômico.
"As medidas de estímulo fiscal servirão de apoio à economia
enquanto passamos por um período de correção no mercado de imóveis,
de turbulência nos mercados de capitais e um aumento nos preços da
energia e os alimentos", disse Paulson em discurso perante
empresários em Washington.
A economia americana se encontra à beira da recessão devido à
crise imobiliária e de crédito, os recordes no preço do petróleo e
um mercado de trabalho que demitiu mais de 25 mil pessoas nos
últimos quatro meses.
Em seu discurso, o secretário do Tesouro americano não mencionou
em nenhum momento a palavra recessão, apesar de muitos analistas e
economistas considerarem que os Estados Unidos já estão imersos em
sua pior crise desde a Grande Depressão.
Paulson considerou que as medidas fiscais impulsionadas pelo
Governo e que beneficiarão 130 milhões de lares americanos
incentivarão o crescimento econômico do país no segundo semestre do
ano.
Os cheques que serão entregues pelo Governo serão no valor de
entre US$ 300 e US$ 1,2 mil para reativar o consumo.
Esta medida e outras contribuirão para a criação de 500 mil novos
empregos até o final do ano, segundo Paulson.
"Embora ainda estejamos trabalhando para sair da crise
imobiliária e financeira, e acreditarmos que vamos continuar assim
durante algum tempo mais, também esperamos poder ver um ritmo de
crescimento mais rápido antes do fim do ano", ressaltou Paulson.
A previsão um pouco mais otimista do secretário do Tesouro chega
no mesmo dia em que o Departamento de Comércio americano informou
que a construção de casas novas experimentou o maior aumento dos
últimos dois anos, um sinal de que a pior parte da crise imobiliária
dos EUA poderia já estar superada.