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20/05/2008 - 15h33

Atraso na construção da mina de Goro, da Vale, não vai mudar estimativa de custos para o ano, diz empresa

Por Cameron French

TORONTO (Reuters) - O atraso na construção de um duto para resíduos no projeto da Vale na Nova Caledônia, Goro, não teve nenhum efeito sobre o cronograma original ou sobre as estimativas de custo para o projeto de níquel, afirmou um porta-voz da companhia na terça-feira.

A Vale interrompeu a instalação de um duto destinado ao escoamento de água processada no início deste ano, após enfrentar a oposição de ambientalistas e habitantes locais no território francês localizado no Pacífico.

A construção do restante da mina continua e a Vale diz que espera chegar em breve a um acordo com os grupos para retomar o trabalho no duto em julho.

"Ainda é um projeto de 3,2 bilhões de dólares", disse à Reuters o porta-voz da Vale, Cory McPhee. "Não houve mudança no orçamento nem ao cronograma".

Ele reafirmou a expectativa da empresa de que a mina deve iniciar a produção no final de outubro ou início de novembro.

McPhee explicou que grupos locais foram contra o posicionamento do duto em uma área ecologicamente sensível, mas que especialistas tinham aprovado os planos da empresa.

"Tecnicamente, temos permissão para instalar o duto, mas ao mesmo tempo garantir que tenhamos um bom relacionamento com nossos vizinhos é muito importante para nós e é por isso que suspendemos temporariamente a instalação, para dialogar com eles", disse McPhee.

A Vale obteve a Goro quando adquiriu a produtora de níquel canadense Inco, em 2006. Com capacidade total, Goro deve produzir 60 mil toneladas de níquel por ano.

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