A economia de receitas do governo para o pagamento de juros da dívida (o chamado
superávit primário) somou R$ 5,487 bilhões em maio, volume 29,3% maior que os R$ 4,242 bilhões registrados no mesmo mês do ano passado. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pelo Banco Central.
Na comparação com os R$ 16,852 bilhões poupados em abril (este dado foi revisado pelo BC), houve queda de 67%. No
acumulado do ano, o resultado foi de R$ 53,628 bilhões, aumento de 43,3% sobre os R$ 37,432 bilhões verificados em período equivalente do ano passado.
Esse resultado tem um lado ruim. O governo consegue o superávit aumentando impostos e deixando de gastar, por exemplo, em investimentos em obras e serviços.
Os dados divulgados nesta terça-feira levam em conta a economia feita somente pelo governo federal, o que engloba o Tesouro Nacional, a Previdência Social e o Banco Central.
Ainda serão divulgados os números do superávit primário total do poder público, incluindo União, Estados, municípios e empresas estatais.
No mês de maio, o Tesouro Nacional teve resultado primário positivo de R$ 8,260 bilhões. O INSS apresentou déficit de R$ 2,753 bilhões e o Banco Central teve saldo negativo de R$ 19,1 milhões.
O resultado primário (que normalmente tem sido superavitário, como agora em maio) é a diferença entre as receitas e as despesas do governo, sem contar os gastos com juros. O resultado nominal, freqüentemente deficitário, é aquele que inclui o pagamento de juros.
(Com informações do Valor Online)