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07/10/2008 - 08h34

Principais Bolsas asiáticas sobem com esperança de corte de juros

Da Redação
Em São Paulo
Os mercados da Ásia, com exceção do Japão, tiveram alta pela primeira vez em quatro dias nesta terça-feira, enquanto o iene e títulos governamentais caíram depois de um surpreendente grande corte de juros por parte do banco central da Austrália. A esperança é que outros bancos centrais possam tomar a mesma decisão.

Na Europa, os mercados também mostram otimismo e operam em alta.

O pânico de que os governos dos Estados Unidos e da Europa ainda não encontraram uma solução à praga que tomou conta do sistema financeiro global pressionou as ações asiáticas a um patamar mais baixo em 3 anos mais cedo.

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A Coréia do Sul permanece como uma preocupação na Ásia, com o won caindo para o menor nível em 7 anos e meio, apesar do presidente do país ter minimizado especulações de uma crise de câmbio similar a que quase quebrou a economia do país há dez anos.

A fúria na qual os mercados de ações realizaram amplas vendas nas últimas semanas e a piora de condições do sistema financeiro global faz com que a reunião do grupo dos sete países mais ricos do mundo (G7), que começa na sexta-feira, seja ainda mais importante.

Investidores começaram a antecipar algum tipo de cooperação entre os países para solucionar a crise, especialmente depois do banco central da Austrália ter cortado a taxa de juro em um ponto percentual, a maior redução desde 1992.

O índice MSCI que reúne os principais da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão exibia valorização de 0,9% às 7h32 (horário de Brasília), recuperando-se do nível mais baixo desde dezembro de 2005.

A bolsa de Sydney subiu 1,72%, recuperando-se do pior nível em 3 anos, enquanto o índice Straits Times de Cingapura subiu 0,43%.

O índice Nikkei de Tóquio terminou em queda de 3%, a 10.155 pontos, patamar mais baixo em cinco anos. O índice final, porém, mostrou uma recuperação diante de baixa de até 5% registrada mais cedo, diante de uma alta do iene no overnight que prejudicou exportadores.

O índice KOSPI, da Coréia do Sul, subiu 0,54%, a 1.366 pontos, recuperando-se do nível mais baixo em 21 meses. Autoridades do país disseram que estão considerando medidas para reduzir a volatilidade no mercado de ações.

O mercado de Hong Kong não operou por causa de feriado. Xangai caiu 0,73% e Taiwan teve valorização de 0,34%.

Europa
Na Europa, as principais Bolsas também sobem, embora as ações do setor bancário operem em baixa. A maior pressão está em Londres, onde os papéis do Royal Bank of Scotland (RBS) chegavam a ceder mais de 20% às 7h40 (de Brasília). Barclays caía 11% e Lloyds, 13%. Os três reagiam à notícia de que teriam se reunido com o Tesouro britânico para discutir uma possível injeção de capital do governo nessas instituições.

Fora de Londres, as ações do setor bancário também recuavam. Na Alemanha, o Deutsche Bank também foi alvo de rumores de que estaria planejando aumentar capital, negados depois pela própria instituição financeira. Suas ações chegaram a cair mais de 10%, mas às 7h50 (de Brasília) perdiam 5,2%. Commerzbank registrava perda mais acentuada, de 11%. Na Bélgica, Dexia caía 7%, enquanto o Unicredit caía 5,4% na Itália.

Às 7h55 (de Brasília), a Bolsa de Londres avançava 0,42%, a de Frankfurt subia 0,61% e a Paris ganhava 1,20%. As informações são da Dow Jones e do Financial Times.

(Com informações de Agência Estado e Reuters)

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