A maior concentração das atividades de crédito no Brasil, por conta da crise financeira internacional, "pode não ser para sempre", na visão de Luis Santacreu, da Austin Rating.
Ele diz que alguns bancos de porte menor já estão "diminuindo de tamanho", mas salientou ser possível que, quando o sistema financeiro sair da crise, eles retomem suas atividades como antes.
A Austin Rating tirou a perspectiva positiva de alguns bancos brasileiros devido aos problemas internacionais. Ou seja, instituições que tinham chance de melhorar suas avaliações de risco deixaram de ter. No entanto, a agência não reduziu a nota de nenhuma delas.
Segundo Santacreu, os bancos do Brasil não estão com problemas estruturais nem de solvência. "Aqui não quebrou nenhum banco nem vai quebrar", afirma.
O setor financeiro nacional tende a melhorar quando o internacional recuperar sua credibilidade. "No lado interno, os problemas são pontuais", disse o economista, referindo-se ao salto do dólar no começo de outubro.
A crise deve afetar, ainda, os planos dos bancos nacionais para o ano que vem. "É um momento em que todo mundo está olhando para o curto prazo. A gente não sabe qual vai ser o tamanho da economia brasileira no ano que vem. É um momento de atenção, muito mais do que de grandes vôos."