O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que a economia brasileira "não deve sofrer" uma recessão, mas "certamente" vai enfrentar uma "desaceleração" e uma queda na arrecadação.
Ele fez a afirmação nesta quinta-feira em seu depoimento na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.
"Não acredito que teremos recessão no Brasil, poderá haver uma queda de arrecadação. Ainda não houve essa repercussão [na arrecadação], mas acredito que haverá", afirmou.
O ministro disse que o governo desejava uma certa desaceleração da economia, e que isso agora deve acontecer. "Nós queríamos uma desaceleração e vai haver, certamente, mas não a ponto de desequilibrar nossas finanças."
Mantega disse que acompanha "diariamente" a arrecadação do governo e que, por enquanto, não houve redução, mas isso deve acontecer ainda.
O ministro afirmou que as contas públicas do país estão bem. "Vamos fechar ano com contas publicas favoráveis para enfrentar situação fiscal adversa."
Fase aguda passouMantega afirmou que a fase mais aguda da crise financeira internacional já passou e que o quadro atual é mais ameno em relação a situação anterior, incluindo a situação do Brasil.
De acordo com Mantega, um dos sintomas positivos do fim dessa fase mais aguda da crise é o aumento das operações interbancárias internacionais.O ministro também informou que atuação do Banco Central no câmbio poderá trazer dividendos para o BC já que comprou dólares a R$ 1,60 e atuou nos leilões de venda ao preço de R$ 2,10.
Erros na MPMantega declarou que houve falha na medida provisória que permite a possibilidade de a Caixa Econômica Federal ter participação acionária em empresas de construção.
"Concordo que poderiamos ter
sido mais específicos, porque o objetivo é só na construção, e não participação de modo geral [em outras empresas]. Estávamos espremidos pelo tempo, e a medida possui algumas arestas que podem ser consertadas", afirmou Mantega.
O ministro e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, participam de debate sobre a crise global na CAE. Entre outras questões, os senadores questionam sobre os efeitos da crise internacional no nível de atividade da economia brasileira.
(Com informações da Agência Brasil)