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03/11/2008 - 18h45

Bancos negam que fusão tenha sido motivada pela crise financeira internacional

Da Redação
Em São Paulo
O presidente do banco Itaú, Roberto Egydio Setúbal, negou nesta segunda-feira que a crise financeira mundial tenha sido o estopim para que a fusão entre o Unibanco e o Itaú acontecesse e disse que a compra do banco Real pelo Santander foi o que motivou a operação.

"A crise apenas acelerou as negociações. Achamos que esta era a hora", disse.


Segundo o executivo, o Santander ficou muito fortalecido, principalmente no exterior, e o Itaú e o Unibanco enxergaram a necessidade de criar um banco brasileiro forte que pudesse atuar no cenário internacional e atender à grande demanda de empresas brasileiras que estavam se instalando e atuando no exterior.

"O nosso objetivo é fazer com que a nova instituição se torne um "player" global em quatro ou cinco anos. O Brasil precisa de um banco internacional e esse novo banco terá enorme capacidade de financiar empresas brasileiras no exterior", diz o presidente do Unibanco, Pedro Moreira Salles.

O processo de internacionalização terá início na América Latina. Setúbal afirmou que eles querem estender a presença para o México, Peru e Colômbia, que são países com bom nível de crescimento econômico.

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