Neste fim de semana, presidentes de bancos centrais e ministros da Economia de grandes países emergentes e desenvolvidos participam em São Paulo da reunião do G-20, que é uma cúpula mundial criada para tratar assuntos referentes a questões econômicas em geral.
O encontro vai discutir alternativas para a atual crise financeira e será uma prévia para a reunião que acontecerá em 14 e 15 de novembro em Washington. Os membros acreditam que esta será a chance de redesenhar a arquitetura financeira global.
PESO DE CADA MEMBRO NO G-20 PIB em US$ trilhões (Fonte: Folha e FMI) |
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| País | Peso |
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| Arábia Saudita | 0,4 |
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| África do Sul | 0,3 |
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| Alemanha | 3,3 |
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| Argentina | 0,3 |
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| Austrália | 0,9 |
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| Brasil | 1,3 |
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| Canadá | 1,4 |
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| China | 3,3 |
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| Coréia do Sul | 1 |
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| EUA | 13,8 |
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| França | 2,6 |
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| Índia | 1,1 |
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| Indonésia | 0,4 |
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| Itália | 2,1 |
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| Japão | 4,4 |
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| México | 1 |
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| Reino Unido | 2,8 |
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| Rússia | 1,3 |
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| Turquia | 0,7 |
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| União Européia | 16,9 |
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A presidência do G-20 é rotativa e desta vez pertence ao Brasil. Como anfitrião, o país enfrenta a pressão para aproveitar a oportunidade para impulsionar sua imagem de emergente potência mundial e alcançar um consenso que possa ser levado a Washington.
O Brasil vem passando pela atual crise melhor do que em outros períodos de turbulência, mas as autoridades do país estão descontentes com o fato de os Estados Unidos não estarem fazendo mais para conter a crise, que vem afetando a economia brasileira.
Os temas propostos pelo país para a reunião deste ano são: a competição nos mercados financeiros, energia limpa e desenvolvimento econômico e elementos fiscais de crescimento e desenvolvimento.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que irá levar uma série de propostas ao encontro. A primeira será fortalecer o G-20, para que ele tenha um papel mais ativo em instituições multilaterais como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial, além de pedir a maior participação dos emergentes nas decisões de organismos financeiros multilaterais.
Ele também quer uma expansão do G-8 para incluir países emergentes e pedirá às nações do G-20 que aumentem seus gastos fiscais para estimular o crescimento.
"Nós temos que tomar cuidado e evitar que a saída (para a desaceleração provocada pela crise) seja de nacionalismo, de fechamento do país", disse Mantega em entrevista à Reuters.
Já nesta sexta-feira, representantes de Brasil, Índia, China, África do Sul, México e Rússia estão reunidos para combinar as posições que, como emergentes, irão defender no encontro de sábado e domingo.
EntendaO G-20 é um fórum que reúne ministros da Economia e presidentes de bancos centrais de 19 países industrializados e em desenvolvimento, mais a União Européia (veja quadro nesta página). O grupo faz reuniões anuais desde 15 de dezembro 1999, quando foi criado para encontrar respostas para a crise no final dos anos 90 que teve início na Ásia e atingiu o mundo todo.
Juntos, esses países representam aproximadamente 90% do produto nacional bruto mundial, 80% do comércio internacional e cerca de dois terços da população do planeta. Segundo o FMI, o PIB do G-20 mais a União Européia soma US$ 48,6 trilhões.
(Com informações de Folha de S.Paulo e Reuters)