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07/11/2008 - 16h19

G-20 se reúne em São Paulo para discutir crise financeira

Da Redação
Em São Paulo
Neste fim de semana, presidentes de bancos centrais e ministros da Economia de grandes países emergentes e desenvolvidos participam em São Paulo da reunião do G-20, que é uma cúpula mundial criada para tratar assuntos referentes a questões econômicas em geral.

O encontro vai discutir alternativas para a atual crise financeira e será uma prévia para a reunião que acontecerá em 14 e 15 de novembro em Washington. Os membros acreditam que esta será a chance de redesenhar a arquitetura financeira global.

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PESO DE CADA MEMBRO NO G-20
PIB em US$ trilhões
(Fonte: Folha e FMI)
PaísPeso
Arábia Saudita0,4
África do Sul0,3
Alemanha3,3
Argentina0,3
Austrália0,9
Brasil1,3
Canadá1,4
China3,3
Coréia do Sul1
EUA13,8
França2,6
Índia1,1
Indonésia0,4
Itália2,1
Japão4,4
México1
Reino Unido2,8
Rússia1,3
Turquia0,7
União Européia16,9
A presidência do G-20 é rotativa e desta vez pertence ao Brasil. Como anfitrião, o país enfrenta a pressão para aproveitar a oportunidade para impulsionar sua imagem de emergente potência mundial e alcançar um consenso que possa ser levado a Washington.

O Brasil vem passando pela atual crise melhor do que em outros períodos de turbulência, mas as autoridades do país estão descontentes com o fato de os Estados Unidos não estarem fazendo mais para conter a crise, que vem afetando a economia brasileira.

Os temas propostos pelo país para a reunião deste ano são: a competição nos mercados financeiros, energia limpa e desenvolvimento econômico e elementos fiscais de crescimento e desenvolvimento.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que irá levar uma série de propostas ao encontro. A primeira será fortalecer o G-20, para que ele tenha um papel mais ativo em instituições multilaterais como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial, além de pedir a maior participação dos emergentes nas decisões de organismos financeiros multilaterais.

Ele também quer uma expansão do G-8 para incluir países emergentes e pedirá às nações do G-20 que aumentem seus gastos fiscais para estimular o crescimento.

"Nós temos que tomar cuidado e evitar que a saída (para a desaceleração provocada pela crise) seja de nacionalismo, de fechamento do país", disse Mantega em entrevista à Reuters.

Já nesta sexta-feira, representantes de Brasil, Índia, China, África do Sul, México e Rússia estão reunidos para combinar as posições que, como emergentes, irão defender no encontro de sábado e domingo.

Entenda
O G-20 é um fórum que reúne ministros da Economia e presidentes de bancos centrais de 19 países industrializados e em desenvolvimento, mais a União Européia (veja quadro nesta página). O grupo faz reuniões anuais desde 15 de dezembro 1999, quando foi criado para encontrar respostas para a crise no final dos anos 90 que teve início na Ásia e atingiu o mundo todo.

Juntos, esses países representam aproximadamente 90% do produto nacional bruto mundial, 80% do comércio internacional e cerca de dois terços da população do planeta. Segundo o FMI, o PIB do G-20 mais a União Européia soma US$ 48,6 trilhões.

(Com informações de Folha de S.Paulo e Reuters)

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