UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

 

11/12/2008 - 19h21

Veja as medidas contra a crise já tomadas pelo governo no Brasil

Da Redação
Em São Paulo
Desde o acirramento da crise financeira mundial, o governo federal lançou diversas medidas independentes para conter efeitos da turbulência internacional na economia brasileira.

A partir de setembro, ações como o leilão de dólares pelo Banco Central atacaram as fortes quedas no mercado financeiro, enquanto lançamentos de novas linhas de crédito e aumentos nos limites de financiamento procuravam garantir a produção agrícola e industrial no país.

Também foram criadas linhas de financiamento para consumo, assinados decretos para garantir a estrutura do setor bancário e modificadas as regras do recolhimento do compulsório.

Confira as medidas já adotadas.

19 de setembro: quatro dias depois de o Lehman Brothers recorrer à lei de falências nos EUA, o Banco Central faz leilão de U$ 500 milhões para segurar o valor do dólar, que chegou a subir mais de 5% ante o real.

24 de setembro: BC adia data prevista para a implantação do recolhimento compulsório sobre as operações de leasing. Os bancos teriam de recolher 25% do dinheiro que captassem das empresas de leasing a partir de 16 de janeiro, mas a nova data passou a ser 13 de março.

1º de outubro: Banco do Brasil antecipa liberação de crédito de R$ 5 bilhões para financiamento da safra agrícola.

2 de outubro: BC oferece para bancos a opção de deduzir até 40% do dinheiro recolhido para o compulsório, desde que essas instituições comprem operações de crédito de uma outra instituição.

6 de outubro: governo edita medida provisóriaque permite que parte das reservas internacionas do país sejam usadas para financiar exportações. Outra MP editada dava poderes ao Banco Central para adquirir a certeira de bancos nacionais se a crise o fizesse necessário.

8 de outubro: Banco Central decide vender dólar no mercado à vista. No momento da intervenção, a alta no dólar era superior a 9%

9 de outubro: CMN (Conselho Monetário Nacional) regulamenta condições para que o Banco Central possa aceitar carteiras de crédito de bancos nacionais. Com a regulamentação da MP editada na mesma semana, o BC terá de exigir garantias de carteiras de boa qualidade para completar para completar eventuais aquisições

13 de outubro: O BC eleva o limite de dedução do compulsório sobre a parcela adicional (que inclui depósitos à vista, a prazo e poupança) de R$ 300 milhões para R$ 1 bilhão. O limite de dedução do compulsório sobre depósitos a prazo passou de R$ 700 milhões para R$ 2 bilhões.

16 de outubro: O BC amplia as possibilidades para que os bancos possam aumentar a quantidade de dinheiro que têm em caixa a partir da venda de ativos para bancos maiores.

22 de outubro: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lança decreto que autoriza Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal a comparem ações e participações de instituições financeiras nacionais. A Caixa também obteve autorização para comprar ações de construtoras com problemas de liquidez

23 de outubro: governo decide zerar o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) na liquidação de cãmbio para a entrada de investidores externos no Brasil.

27 de outubro: O BC autoriza os bancos que anteciparem suas contribuições ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para 60 meses terão desconto no compulsório sobre depósito à vista. O valor mensal do desconto será o equivalente à contribuição de um mês ao FGC.

29 de outubro: o Federal Reserve americano e o BC brasileiro estabalecem linha de swap no montante de 30 bilhões de dólares, com vencimento em 30 de abril de 2009. Segundo comunicados do Fed e do BC, o swap tinha por objetivo "melhorar a liquidez" no mercado financeiro ante a crise global. Outras linhas foram estabelecidas entre os EUA e México, Coréia do Sul e Cingapura

30 de outubro: O BC anuncia uma regra para forçar os bancos a liberarem o crédito obtido com o alívio no compulsório. O dinheiro do compulsório sobre depósitos a prazo era recolhido como título público. Ou seja, o banco recebe uma remuneração igual à do título. Os bancos passaram a recolher apenas 30% em títulos. Os outros 70% seriam recolhidos em espécie, ficando parados no BC sem remuneração. Para evitar essa perda, os bancos maiores, em tese, comprariam as carteiras de crédito e outros papéis de bancos menores.

4 de novembro: Banco Central altera as regras para leilões de empréstimos de dólares às exportações. BC afirma que linhas de empréstimos se encontram em patamar até 50% inferior ao normal

6 de novembro: governo anuncia oferecimento de créditos de US$ 6,9 bilhões a pequenas e médias empresas e ao setor automotivo

11 de novembro: governo de São Paulo lança linha de crédito de R$ 4 bilhões para o setor automotivo pela Nossa Caixa. No mesmo dia, a Caixa Econômica Federal anuncia aumento do limite de empréstimo para compra de material de construção de R$ 7 mil para R$ 25 mil

12 de novembro: Caixa Econômica Federal anuncia liberação de crédito de R$ 2 bilhões ao consumo, beneficiando pessoas físicas na compra de eletrodomésticos, equipamentos eletrônicos, móveis e material para construção.

13 de novembro: A partir do próximo dia 1º de dezembro, o recolhimento compulsório adicional sobre depósitos a prazo, à vista e de poupança não será feito em dinheiro, mas em títulos públicos. Agora, a nova regra injeta liquidez, mas redireciona os recursos novamente para a dívida pública.

17 de novembro: medida provisória alterou os prazos de pagamento do Imposto de Renda recolhido na fonte, da contribuição previdenciária, do PIS/Cofins e do IPI. O governo estima que a mudança de datas daria uma alívio de R$ 21 bilhões aos caixas das empresas brasileiras

21 de novembro: decreto do governo reduz IOF (Imposto sobre Operaçãos Financeiras) de 3,38% para 0,38% nos financiamentos de motocicletas, motonetas e ciclomotores

11 de dezembro: governo federal anuncia pacote de medidas anticrise com mudanças nas alíquotas do Imposto de Renda, corte de tributos e isenção de IPI para carros de modelos 1.0

Compartilhe:

    Hospedagem: UOL Host