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12/12/2008 - 08h37

Senado dos EUA barra ajuda a montadoras, mas deixa porta aberta a nova negociação

Da Redação
Em São Paulo
(Texto atualizado às 9h18)

O Senado dos Estados Unidos não chegou a um acordo, na noite de ontem (quinta-feira 11), sobre o plano de US$ 14 bilhões em ajuda aos três principais fabricantes de automóveis daquele país, General Motors, Ford e Chrysler. A rejeição ao texto ocorreu por parte de republicanos. Um dia antes, a Câmara havia aprovado o projeto.

"Acabou", disse o líder da maioria no Senado dos EUA, Harry Reid, antes de declarar encerrada a votação, na qual seriam necessários 60 votos. No entanto, o líder republicano no Senado, Mitch McConnell, deixou uma porta aberta às negociações ao assinalar que a proposta do senador de seu partido no Tennessee, Bob Corker, melhoraria muito o resgate às montadoras.

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A proposta de Corker é colocar o dinheiro à disposição das montadoras, mas, "em troca, exigimos condições", disse ele.

O argumento dos republicanos é que o texto em discussão não oferece garantias para a viabilidade das montadoras em longo prazo.

O líder dos senadores republicanos havia afirmado que o maior "defeito" do plano é "prometer dinheiro dos contribuintes em troca de reformas que podem ou não ocorrer amanhã".

A GM, maior montadora dos EUA, afirmou, por meio de seu porta-voz, estar "profundamente desapontada" e anunciou que vai "avaliar todas as opções para continuar a reestruturação e obter maneiras de enfrentar a atual crise econômica".

Ponto da discórdia
Legisladores afirmaram que o plano chegou a um ponto morto quando os sindicatos da indústria automotiva rejeitaram as exigências republicanas de aceitar uma redução imediata de salários.

Segundo o congressista republicano George Voinovich, os representantes do Sindicato de Trabalhadores da Indústria Automotiva estavam dispostos a um corte salarial, mas não antes de 2011.

O plano original foi aprovado na quarta-feira 10 na Câmara dos Representantes com 237 votos a favor e 170 contra, mas com o "sim" de apenas 32 legisladores republicanos.

Colapso de gigantes
A GM e a Chrysler precisam, com urgência, da ajuda pública até o final do mês. A Ford, em situação menos problemática, pede uma linha de crédito que poderá ser utilizada se suas finanças ficarem pior que o esperado em 2009.

Os três gigantes do setor automotivo dos Estados Unidos empregam, juntos, 240 mil pessoas diretamente. Com a inclusão dos postos de trabalho indiretos, a exemplo de autopeças, outros fornecedores e concessionárias, o setor representa 2,2 milhões de empregos e US$ 65 bilhões anuais em salários. A indústria afirma que é responsável por 10% dos empregos norte-americanos.

(Com informações de AFP, Efe e Reuters)

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