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11/05/2009 - 12h48

Brasil deve sair da crise em 12 meses, diz Delfim Netto

Armando Pereira
Editor de Economia do UOL
(Texto atualizado às 13h09)

O economista Delfim Netto disse nesta segunda-feira que a crise deve acabar no Brasil em um ano.

"Mas isso depende do que se considera o fim da crise. Se for um crescimento do PIB ao nível pré-crise, vai demorar muito. Se for um crescimento de 3,5%, é coisa para 12 meses", disse.

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Delfim participa do Fórum Exame, que reúne em São Paulo três vencedores do Prêmio Nobel de Economia para discutir a crise global e os obstáculos que os países ainda terão de superar.

Para ele, o país deve terminar o 4º trimestre com o PIB já em alta em relação ao mesmo período do ano passado.

Segundo Delfim, a solução da crise é mais fácil no Brasil do que em outros países desenvolvidos, porque aqui não foi abalado o sistema financeiro e os bancos estão intactos.

O Nobel de Economia Edward Prescott declarou que "ninguém sabe o valor total dos ativos podres. Há muitos chutes", afirmou.

De acordo com ele, isso não é essencial para a solução do problema. "O que vai fazer a economia de recuperar é o corte de impostos", disse.

Guerra fiscal
Para o Brasil, Prescott defendeu, como uma saída para a crise, a maior competição entre os Estados Brasileiros.

"Se um Estado vai melhor que o outro, as pessoas se mudam. Isso poderia atrair mais recursos e riqueza", disse.

Delfim Netto apoiou a idéia e a possibilidade de cortes de impostos para incentivar a instalação de novas empresas.

No chão
Delfim disse também que o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil deve "ficar no chão" no terceiro trimestre de 2009 e depois voltar a crescer lentamente.

Ele ironizou o desempenho do banco central durante a crise, considerado vagaroso por ele. "O BC sempre veio agindo no caminho certo, mas com sete meses de atraso e em doses homeopáticas", disse.

Delfim se referiu ao tempo que o BC levou para garantir os depósitos de bancos pequenos.

"O BC desenvolveu teorias perigosíssimas- a de que banco grande é melhor que banco pequeno e de que banco público é melhor que banco privado", afirmou.

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