Com as novas regras da poupança criadas nesta quarta-feira pelo governo, a decisão do melhor investimento entre poupança e renda fixa deve considerar a taxa de juros em vigor e a taxa de administração cobrada no caso dos fundos de investimento.
Supondo que o investidor tenha R$ 60 mil na poupança, pelas novas regras, apenas R$ 10 mil sofrerão impostos.
Segundo o analista Raphael Cordeiro, considerando que a poupança ganhe 7% ao ano, o rendimento tributável (em cima de R$ 10 mil) será de R$ 700. Sobre 20% desse valor haverá o imposto (considerando uma selic entre 10% e 10,5%).
Se o investidor aplicar esses R$ 10 mil em um CDB( Certificado de Depósito Bancário) que renda 95% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário), e o CDI estiver rendendo 9,5%, já deduzindo o Imposto de Renda, o investidor vai receber R$ 20 a mais que a poupança. Neste caso, vale a pena aplicar no CDB.
Mas, considerando um fundo de investimento que tenha 2% de taxa de administração e taxa Selic em 9,5% ao ano, a aplicação não vai render mais do que 7,5% ao ano e, tirando o Imposto de Renda, renderia 6%, o que daria R$ 100 a menos do que o rendimento da poupança.