19/05/2009 - 14h58
Dirigentes descartam demissões com negócio entre Sadia e Perdigão
Daniel Mello
Da Agência Brasil
São Paulo - Dirigentes da Sadia e da Perdigão afirmam que não há previsão de demissões com o negócio fechado entre as duas empresas do ramo de alimentos, que foi anunciado hoje (19). Conforme estimativa das duas companhias, a empresa resultante, Brasil Foods,deverá ser a maior empregadora privada no Brasil, com mais de 100 mil funcionários.
Segundo o presidente da Sadia, que será copresidente da Brasil Foods, Luís Fernando Furlan, não haverá fechamento de fábricas e espera-se um aumento da demanda e, por consequência, da produção, devido aos esforços combinados das duas companhias para ampliação dos negócios. "Nós estamos fazendo essa associação para aumentar o número de empregos", afirmou Furlan.
Em relação aos consumidores, tanto a Sadia quanto a Perdigão garantem que não ocorrerão mudanças e que serão mantidas todas as marcas e produtos oferecidos atualmente.
Apesar da otimização dos meios de produção e da logística resultantes da fusão, não há indicação de redução de preços para o consumidor. De acordo com o presidente da Perdigão e copresidente da nova empresa, Nildemar Sanches, o principal motivo de não haver diminuição nos custos é o fato de as empresas serem apenas "uma parte da cadeia produtiva", que envolve também os distribuidores, atacadistas e vendedores do varejo.
Quanto a uma possível concentração de mercado, Sanches admitiu que a Brasil Foods terá uma "fatia significativa" de vários segmentos do setor de alimentação, mas ressaltou que ainda não se conhecem as dimensões da parcela de mercado referente à nova empresa. Sanches destacou que uma parte significativa da atuação das companhas é no exterior: "Metade do nosso faturamento vem de fora do Brasil."