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09/07/2009 - 15h17

GM já pode sair da concordata e aplicar novo plano de recuperação

WASHINGTON, EUA, 9 Jul 2009 (AFP) - A montadora americana General Motors (GM) já pode sair formalmente do regime de concordatas uma vez que expirou nesta quinta-feira o prazo legal para que os opositores a seu plano de saída da quebra apresentassem algum recurso de apelação.

O tribunal nova-iorquino de concordatas aprovou no domingo o conteúdo central do plano de recuperação do primeiro fabricante de automóveis do país: a venda de seus ativos a uma nova GM, que ficaria majoritariamente nas mãos do Estado.

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Livre dos fatores que provocaram seus maiores prejuízos, como fábricas não rentáveis e prestações sociais que desequilibram seu balanço contábil, o grupo precisará agora pôr à prova sua viabilidade em um mercado que continua em crise.

A GM, que já foi a maior empresa do mundo, acumulou 88 bilhões de dólares em prejuízos entre 2005 e o primeiro trimestre de 2009. Sua sobrevivência se deve ao aporte de 50 bilhões de dólares do governo dos Estados Unidos.

Em sua decisão, o juiz Gerber indicou ter examinado 850 objeções ao plano de reestruturação, apresentadas por acionistas, credores e aposentados da companhia, mas concluiu que não eram válidas.

Além disso, destacou a urgência de agir, afirmando que "outras soluções que não recorressem à venda seriam infrutíferas e não ofereceriam nenhuma esperança de sucesso".

O tribunal também rejeitou o argumento de que os poderes públicos teriam tratado injustamente os credores privados da dívida da GM, "que foram ajudados - e não lesados - pelos esforços do Tesouro".

Ao divulgar sua decisão, o juiz Robert Gerber deu um prazo de quatro dias, que expirou nesta quinta, às 16H00, para que os opositores ao chamado "plano GM" apresentassem eventuais recursos. Sem isso, a venda pode ser realizada depois da expiração do prazo.

Dessa forma, 60,8% da nova entidade será propriedade do Estado americano e 11,7% do Estado canadense, em troca de 60 bilhões de dólares de fundos públicos concedidos desde dezembro. O sindicato do automóvel UAW teria 17,5% e os credores os 10% restantes em troca da anulação de 27 bilhões de dólares de dívidas.

Durante a manhã, a família de uma vítima de um acidente com um veículo GM apresentou uma apelação de última hora ante um tribunal federal de Nova York.

Mas o juiz Lewis Kaplan, encarregado do caso, "rejeitou a demanda de suspensão da venda", segundo uma fonte judicial.

Com a aplicação do plano de saída da crise, a GM terá muito menos fábricas, empregados, marcas de automóveis e concessionárias, mas também se livrará da maior parte de sua dívida.

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