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29/10/2009 - 12h39

EUA saíram da recessão, segundo estimativa oficial do PIB

WASHINGTON, EUA, 29 Out 2009 (AFP) - Os Estados Unidos saíram tecnicamente da recessão com o crescimento de 3,5% de seu PIB em ritmo anual no terceiro trimestre, segundo a primeira estimativa oficial publicada nesta quinta-feira pelo departamento do Comércio, uma notícia classificada pela Casa Branca de "referência bem-vinda".

Mas o secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner, advertiu que a recessão continua viva e é grave, apesar dessa boa notícia após um ano de contraçao.

Segundo as cifras publicadas nesta quinta-feira, depois de quatro trimestres consecutivos de retrocesso, o Produto Interno Bruto da maior economia mundial progrediu no terceiro trimestre 3,5% em relação ao terceiro trimestre.

É a maior alta do PIB registrada desde o terceiro trimestre de 2007, marcado pela explosão da bolha dos créditos imobiliários de risco americanos que depois levou o mundo todo à crise.

Os Estados Unidos neste sentido se mostraram melhor que o que esperavam os analistas, que esperavam o crescimento em 3,2%. As cifras estão, no entanto, sujeitas a uma forte modificaçao no final de novembor, quando for publicada a segunda estimativa de crescimento, com base em dados econômicos mais completos.

A recuperação foi impulsionada pelo consumo interno, que aumentou 3,4%, proporcionando assim 2,36 pontos de crescimento ao país.

Motor tradicional da economia americana, o consumo havia desabado no segundo trimestre de 2008, antes de voltar a subir durante o inverno para cair novamente na primavera.

"Depois de quatro trimestres consecutivos embaixa, um crescimento positivo do PIB é um sinal animador de que a economia americana marcha na direção certa", declarou Christina Romer, presidente do Conselho de Assessores Econômicos da Casa Branca.

Já o departamento do Trabalho divulgou que os novos pedidos de seguro desemprego permaneceram quase estáveis durante a semana concluída em 25 de outubro, enquanto os economistas esperavam por uma baixa.

Em dados corrigidos das variações sazonais, estes pedidos semanais retrocederam para 530.000 contra 531.000 na semana anterior.

"O desemprego se mantém inaceitavelmente alto para cada pessoa desempregada, para cada família que enfrenta um despejo, para cada pequena empresa que não consegue crédito. A recessão se mantém viva e aguda", alertou Geithner.

"Mas será necessário um crescimento robusto e sustentável do PIB para que a taxa de desemprego se reduza substancialmente. Tal redução de desemprego é o que temos de conseguir", afirmou, por sua vez, Romer.

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