SAINT ANDREWS, 6 Nov 2009 (AFP) - Os ministros das Finanças e diretores dos bancos centrais do G20 analisarão a saída da crise econômica e tentarão estabelecer as bases de um acordo sobre mudança climática nesta sexta e sábad na Escócia, no último encontro do bloco sob a presidência britânica.
Os representantes das maiores economias desenvolvidas e emergentes do planeta estudarão um "marco de trabalho" macroeconômico comum decidido em setembro durante a Cúpula de Pittsburgh (Estados Unidos), concebido para "gerar juntos um crescimento mundial forte, duradouro e equilibrado".
As discussões girarão em torno da vigilância multilateral e a forma de aplicar este mecanismo destinado a comprovar que a princípio ninguém toma decisões econômicas que possam propiciar uma volta à situação de crise.
Mas tudo ainda está por se definir em relação à maneira de tra balhar juntos, sob o olhar atento do Fundo Monetário Internacional (FMI).
O objetivo é tirar partido do impulso do G20, que tomou durante a crise decisões coordenadas extremas (diminuição da taxas de juros a mínimos históricos e injeçõa de 5 trilhões de dólares na economia mundial antes do fim de 2010), que certamente evitaram uma catástrofe.
O financiamento da mudança climática para os países pobres também será debatido faltando um mês para a cúpula de Copenhague.
A reunião de Saint Andrews poderá permitir um desbloqueio das posições divergentes.
O diagnóstico macroeconômico, por sua parte, não deve criar problemas.
Os participantes constatarão uma tendência geral de melhoria.
Mas muitos empresários ainda sentem uma incerteza e acham as condições de mercado difíceis.
O G20 Finança de Saint Andrews é "uma grande reunião séria", resumiu laconimcanete uma fonte britânica para insinuar que não espera do encontro avanços consideráveis.