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08/10/2008 - 11h09

FMI diz que EUA vão crescer 0,1% em 2009; PIB brasileiro deve desacelerar para 3,5%

O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou nesta quarta-feira novas previsões para a economia mundial em 2008 e 2009, jogando um balde de água fria nas expectativas de crescimento em todas as regiões do mundo até o fim do ano que vem.

Em seu novo "Panorama Econômico Mundial", a instituição calcula que a economia mundial deve desacelerar "rapidamente" neste ano e continuar a cair no ano que vem, até atingir níveis não observados desde 2002. Só a partir de então pode haver espaço para uma recuperação "moderada", diz o relatório.

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Para o mundo, a expectativa do FMI é de que a economia cresça 3,9% em 2008 e 3% em 2009 - o menor nível em sete anos.

A região da América do Sul e México deve crescer 4,6% agora e desacelerar para 3,1% em 2009, estimou o Fundo.

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O Brasil é um dos poucos países para o qual o Fundo elevou suas estimativas de crescimento neste ano - 5,2%, em linha com outras previsões feitas pelo mercado. No ano que vem, no entanto, a expectativa é de uma forte desaceleração para 3,5%.

As novas projeções sombrias são divulgadas menos de três meses depois de a instituição ter revisado - para cima - as expectativas de crescimento para a economia mundial.

Crise "perigosa"
O relatório justifica a reavaliação com base em um "panorama global mais fraco, preços mais baixos de commodities e condições de financiamento externo mais difíceis".

Para o FMI, a turbulência atual é "o choque financeiro mais perigoso nos mercados desenvolvidos desde os anos 1930".

O fundo elevou ligeiramente - para 1,6% - a previsão de crescimento dos Estados Unidos neste ano, mas cortou drasticamente a projeção para o ano que vem. A expectativa é de que a economia americana cresça apenas 0,1% em 2009.

Para a China, as previsões se mantiveram em 9,7% este ano, mas foram reduzidas para 9,3% em 2009.

A partir do fim de 2009, o Fundo prevê que diversos fatores podem sentar as bases para uma recuperação gradual. Os principais seriam a estabilização do preço das commodities, ainda que no seu nível mais alto em 20 anos, e o fôlego oferecido pelas economias emergentes.

O FMI diz ainda acreditar que, no fim do ano que vem, a crise no mercado imobiliário americano terá atingido o fundo do poço, e a ajuda governamental às empresas em crise poderá ter os efeitos sentidos com mais clareza.

Entretanto, a instituição alertou: a recuperação será ainda "modesta", e "excepcionalmente gradual em relação a (recuperações) passadas".

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