A China inaugurou nesta sexta-feira a sua bolsa de valores no estilo da Nasdaq, a bolsa eletrônica de Nova York.
Vinte e oito empresas de pequeno e médio porte estrearam na bolsa, que fica na cidade de Shenzhen, no sul do país.
Um dos objetivos é atrair financiamento para novas empresas com potencial para alto crescimento.
Autoridades chinesas decidiram que apenas recentemente o país passou a ter condições para abrir a sua terceira bolsa de valores.
O Growth Enterprise Market, ou Gem, como vem sendo chamada a nova bolsa, é fruto de um planejamento de mais de dez anos.
Negócio arriscado
A bolsa foi criada para atrair financiamento para empresas inovadoras que o governo quer criar no sul - empresas de softwares, farmacêuticos e do setor de comunicação.
O foco é semelhante ao da Nasdaq, de Nova York, apesar de o tamanho da bolsa, com 30 empresas, ser apenas uma fração do mercado americano, que possui quatro mil.
Para o diretor de uma das primeiras empresas de Xangai a ajudar as empresas a ingressarem na bolsa, ainda vai demorar muito para que o novo empreendimento possa competir com os mercados de Hong Kong e Nova York.
"Enquanto a intenção de se construir esta bolsa era competir por recursos com a Nasdaq e outras empresas no exterior, a realidade pode ser um pouco diferente, porque ainda temos um longo caminho para alcançar os mesmos níveis de governança corporativa, os padrões de listagem e o sistema geral de supervisões deste mercado", disse Zeng Xi.
A agência chinesa que regula o setor financeiro alertou os investidores que devido ao pequeno número de empresas na bolsa, elas poderão ficar mais vulneráveis a tropeços da economia.
O fato de as empresas serem de pequeno e médio porte também significa que é mais difícil prever se os negócios têm perspectivas de sucesso no longo prazo.
Muitos chineses, no entanto, podem encarar o alto risco como uma boa aposta, com possibilidade de altos retornos.
Na China, há poucas oportunidades de investimento, o que pode ser outro atrativo do Gem para os chineses.