10/10/2008 - 20h06
G7 promete "ações urgentes e excepcionais" contra crise

Washington, 10 out (EFE).- Após uma reunião em Washington, o G7 (grupo dos sete países mais industrializados do mundo) anunciou hoje um plano de ação contra a crise financeira, que inclui o uso de "todas as ferramentas disponíveis" para evitar a quebra de bancos grandes.
"A situação atual requer ações urgentes e excepcionais", afirmou o Grupo dos Sete países mais industrializados - Estados Unidos, Alemanha, França, Canadá, Reino Unido, Japão e Itália - ao término de uma reunião em Washington.
Em seu plano de ação de cinco pontos, o G7 se comprometeu a "tomar medidas decisivas e a usar todas as ferramentas disponíveis" para apoiar os bancos de importância para todo o sistema financeiro e para evitar seu colapso.
As sete nações também prometeram "tomar todos os passos necessários" para fazer com que o crédito flua de novo e os mercados monetários funcionem, de modo que os bancos tenham um acesso "amplo" a financiamento.
O terceiro ponto do programa estabelece que os Governos se assegurarão de que os bancos possam obter suficiente capital de fontes públicas e privadas para restabelecer a confiança e poder emprestar a consumidores e empresas.
A quarta medida consiste em assegurar que as garantias dos depósitos sejam "robustas e consistentes".
Por último, o G7 se comprometeu a "tomar medidas, se for apropriado, para reativar os mercados secundários de hipotecas e outros ativos titularizados".
O comunicado do Grupo enfatiza que o plano deve proteger ao contribuinte e evitar efeitos prejudiciais potenciais em outros países.
Também indica que os membros "usarão as ferramentas de política macroeconômica quando for necessário e apropriado".
Além disso, o G7 assinalou que respaldará "energicamente" o Fundo Monetário Internacional (FMI) em sua tarefa de ajudar os países afetados pela crise.
Uma fonte do organismo explicou hoje à Agência Efe que conta com quase US$ 250 bilhões em reservas disponíveis imediatamente para dar empréstimos de emergência às nações em perigo.
O G7 disse estar comprometido com a reforma do sistema financeiro internacional e afirmou que fortalecerá sua cooperação conjunta e o trabalho com outras nações para iniciar o plano anunciado hoje.
O Grupo se reuniu após uma semana de pesadelo nas bolsas mundiais, que registraram quedas históricas perante a iminência de uma recessão em muitos países desenvolvidos, incluindo Estados Unidos, e a falta de confiança no sistema financeiro.