Washington, 12 mai (EFE).- O Brasil reduziu seu déficit no comércio com os Estados Unidos para US$ 343 milhões em março deste ano, em comparação com os US$ 510 milhões em fevereiro, enquanto que o superávit no comércio de bens da América Latina com Washington subiu 63% no terceiro mês deste ano.
O superávit latino-americano na troca de bens com a maior economia do mundo ficou em US$ 3,789 bilhões em março, frente aos US$ 2,325 bilhões de fevereiro.
Isso ocorreu principalmente devido à melhora da balança comercial do México com seu vizinho do norte, segundo informou hoje o Departamento de Comércio dos EUA.
O México é o terceiro maior parceiro comercial dos EUA depois de Canadá e China, e concentrou 11,5% do comércio exterior americano em março.
O superávit mexicano com os Estados Unidos passou de USS$ 3,095 bilhões em fevereiro para US$ 3,910 bilhões em março.
A Argentina alcançou um superávit de US$ 16 milhões, frente ao déficit de US$ 172 milhões de fevereiro, e o Chile ampliou seu superávit de US$ 19 milhões em fevereiro para US$ 78 milhões em março.
Venezuela, o quarto maior fornecedor de petróleo para os EUA, obteve um saldo positivo de US$ 911 milhões de dólares em março, menos que os US$ 1,042 bilhão de fevereiro.
Por outro lado, o resto da América Latina mantém números negativos em sua troca de bens com os Estados Unidos, embora as cifras tenham ficado menores em março.
O déficit da região somou US$ 121 milhões em março, frente a US$ 770 milhões em fevereiro.
Em nível mundial, o déficit do setor externo dos Estados Unidos cresceu 5,7%.