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09/07/2009 - 09h57

Banco da Inglaterra mantém juros em 0,5%

Londres, 9 jul (EFE).- O Comitê de Política Monetária do Banco da Inglaterra (autoridade monetária) informou hoje que, pelo quarto mês consecutivo, decidiu manter a taxa básica de juros no Reino Unido no mínimo histórico de 0,5%, e que continuará com o programa de emissão de dinheiro para continuar a reativação da economia.

A manutenção da taxa de juros não surpreendeu os analistas, mas sim o fato de que o banco emissor não ampliasse a concessão do programa de "alívio quantitativo", que insere desde março liquidez no mercado através da compra de títulos do setor público e privado.

Os especialistas esperavam que o organismo reforçasse hoje este programa, que já comprometeu 112 bilhões de libras (130,081 bilhões de euros), dos 125 bilhões de libras com os quais conta (144,9 bilhões de euros).

Ao divulgar sua decisão, o banco central indicou que ainda falta um mês para que o programa de compra de ativos se complete, por isso, em sua próxima reunião de agosto, avaliará se amplia o valor ou não.

O programa foi ativado depois que a taxa de juros do Reino Unido foi fixado em 0,5% em março, após seis reduções consecutivas com as quais o banco central tentou amortecer o impacto da crise financeira na economia nacional.

No entanto, após comprovar que esta medida não conseguia reanimar a economia nem impulsionar a recuperação do mercado creditício, o Banco da Inglaterra decidiu emitir dinheiro para injetar liquidez no mercado, um fato inédito em sua história.

Essa estratégia contemplava, em um primeiro momento, a emissão de 75 bilhões de libras (86,989 bilhões de euros) para a compra de títulos até junho.

No entanto, o banco decidiu em maio ampliar esta medida em outros 50 bilhões de libras (57,9 bilhões de euros), para 125 bilhões de libras.

Alguns economistas já advertiram sobre o risco a longo prazo desta medida extraordinária.

Neste sentido, Riccardo Barbieri, o responsável de Economia Internacional do Bank of America Merrill Lynch, explica que o banco central inglês "se transformou no principal detentor de títulos privados e estatais", e com isso, no dia em que se decidir retirar a medida de apoio e comece a vender estes ativos, "pode provocar um grande desajuste no mercado".

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