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04/11/2009 - 16h32

Procurador de Nova York processa Intel por concorrência desleal

Nova York, 4 nov (EFE).- O procurador-geral do estado de Nova York, Andrew Cuomo, apresentou hoje um processo contra a Intel na qual acusa a companhia de praticar concorrência desleal.

"Em vez de concorrer de forma limpa, a Intel recorreu ao suborno e à coerção para manter seu total domínio do mercado", disse Cuomo hoje ao informar de sua decisão por meio de um comunicado de imprensa.

Segundo o procurador, a Intel "não só restringiu a presença de potenciais concorrentes, mas prejudicou o consumidor médio, privando-o de melhores produtos e preços mais baixos".

O escritório do procurador investigava a Intel desde janeiro de 2008, quando pediu à companhia uma extensa documentação para esclarecer se estava conduzindo práticas monopolistas com supostas coerções a seus clientes para que não usassem produtos da AMD, sua principal concorrente.

Segundo Cuomo, a Intel pode ter abusado de seu poder para prejudicar a livre concorrência, o que seria uma violação da legislação estadual e federal sobre o assunto.

De acordo com o procurador, "nos últimos anos, a Intel chegou a acordos exclusivos com as grandes fabricantes de computadores para que usassem seus microprocessadores em troca de bilhões de dólares".

A Procuradoria nova-iorquina explicou também que a companhia "ameaçou e, na realidade, puniu as fabricantes de computadores que considerava que trabalhavam junto a seus concorrentes".

Em seu comunicado, Cuomo aponta que "as ameaças incluíam cortar os pagamentos que recebiam da Intel para repassá-los diretamente a seus concorrentes, além de pôr fim às empresas conjuntas".

Essa forma de relação exclusiva pode ter impedido de forma ilegal o acesso de seus concorrentes a canais de distribuição, diz a Procuradoria de Nova York.

As unidades de processamento x86 fabricadas pela Intel são as usadas pela maioria dos computadores e representa um mercado que supera os US$ 30 bilhões em vendas anuais em nível mundial.

Calcula-se a que Intel controla quase 90% das receitas e 80% do volume de vendas mercado, informou a Procuradoria quando iniciou a investigação em janeiro de 2008.

Acusações similares de possíveis práticas monopolistas por parte da Intel foram investigadas na Europa e na Ásia.

Na Europa, a Comissão Europeia (órgão executivo da União Europeia) multou a Intel em maio no valor recorde de US$ 1,45 bilhão por considerar que a companhia abusou de sua posição de domínio do mercado de microprocessadores e obstaculizou a concorrência e a inovação.

A Intel anunciou imediatamente que recorreria da punição.

As investigações das autoridades europeias começaram em 2000, ano em que receberam uma denúncia em 2000 da AMD.

Hoje, as ações da Intel subiam 1,74% por volta da metade do pregão da bolsa tecnológica Nasdaq e eram negociadas a US$ 18,67. Neste ano, os títulos da empresa já tiveram valorização de 27%.

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