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05/11/2009 - 18h24

Estados alemães coordenam com Governo central estratégia para Opel

Berlim, 5 nov (EFE).- Os dirigentes dos estados federados alemães que possuem fábricas da Opel se reuniram hoje em Berlim com membros do Governo Angela Merkel, para coordenar uma estratégia conjunta após a decisão da General Motors de não vender sua filial europeia.

Os democratas-cristãos Roland Koch, governante em Hessen; Juergen Ruettgers, da Renânia do Norte-Vestfália, e Christine Lieberknecht, da Turíngia, assim como o social-democrata Kurt Beck, da Renânia-Palatinado, foram ao encontro junto com o ministro da Economia, Rainer Bruederle, e o da Chancelaria, Ronald Pofalla.

A reunião, inicialmente prevista para a sexta-feira, foi convocada na última hora desta quinta, após a comoção causada na Alemanha pela decisão da GM de não vender a Opel.

Koch, em cujo estado está a central de Ruesselsheim, pediu previamente coesão na busca de uma solução e previu semanas de intensas e duras conversas.

Milhares de trabalhadores da Opel na Alemanha apoiaram hoje as paralisações convocadas pelos sindicatos em protesto pela decisão da General Motors e está previsto que as mobilizações se estendam nos próximos dias a outras fábricas europeias.

Na Alemanha, onde a Opel emprega cerca de 25 mil trabalhadores em quatro fábricas - Ruesselsheim, Eisenach, Bochum e Kaisersleutern - a decisão da GM surpreendeu e o próprio Koch convocou os trabalhadores a lutar pelo futuro da empresa.

Merkel abordou a questão com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e anunciou que pedirá à montadora americana que apresente o mais rapidamente possível um plano de viabilidade para a Opel.

Segundo informou o porta-voz do Governo alemão, Ulrich Wilhelm, a conversa aconteceu ontem mesmo e nela Merkel disse a Obama que seu Governo pedirá à GM que apresente o mais rapidamente possível seu plano para Opel e devolva até o fim de novembro o empréstimo ponte.

O Governo alemão concedeu à GM um crédito de 1,5 bilhão de euros, que vence em 30 de novembro, para garantir a sobrevivência da Opel até que se materializasse a operação de venda à austro-canadense Magna.

Na conversa, Obama assegurou a Merkel que não se envolveu na decisão do conselho de administração da GM, onde se optou por anular a venda à Magna.

Segundo Wilhelm, Merkel e Obama acordaram coordenar tudo o que esteja ligado ao futuro da Opel.

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