UOL Economia Notícias

BOLSAS

CÂMBIO

 

03/11/2008 - 17h29

Fusão diminui concorrência, mas clientes não devem ser prejudicados, diz Procon

SÃO PAULO - A fusão entre Itaú e Unibanco poderá diminuir a concorrência no setor e as opções dos consumidores, mas não deverá causar prejuízos aos já clientes das instituições, segundo avaliação do diretor de atendimento Procon-SP, Evandro Zuliani.

"A fusão causa a concentração de mercado, e nós não somos favoráveis a isso. Mas, ao mesmo tempo, essas empresas já têm demonstrado uma postura positiva em relação aos consumidores, que não deverão ser prejudicados com a fusão", afirma.

Mudanças? Só se forem boas

Zualini também afirma que os atuais clientes não poderão ser prejudicados e perder o direito de usar algum serviço que já possuem. "O contrato de conta corrente e o contrato de cartão de crédito devem ser garantidos. Também é conveniente que o consumidor fique atento às tarifas e pacotes que dispõem hoje", diz.

O diretor afirma que deve ocorrer um aumento na rede de atendimento para os clientes do Itaú e do Unibanco, mas alerta para o fato de que não é permitido que ocorra uma redução nos serviços. "Alteração que prejudique o consumidor não será permitida", ressalta.

A coordenadora institucional da Pro Teste, Maria Inês Dolci, compartilha da mesma opinião, e ressalta que os correntistas dos dois bancos devem ficar atentos com o serviço prestado, e caso tenham algum prejuízo, devem procurar um órgão de defesa do consumidor.

Avaliação ruim

Já a Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), filiada à CUT (Central Única dos Trabalhadores), avalia a associação das duas entidades como ruim para a sociedade. A organização também informou que já solicitou uma reunião com o Itaú ainda esta semana, para discutir a união.

"Uma operação desse tamanho nos causa muita preocupação, uma vez que fusões anteriores do Itaú provocaram demissões de trabalhadores. A Contraf/CUT e os sindicatos estão em alerta para tomar todas as medidas possíveis para garantir os empregos e os direitos dos bancários", afirmou o secretário-geral da entidade, Carlos Cordeiro.

Compartilhe:

    Hospedagem: UOL Host