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07/11/2008 - 14h15

Viagem mais cara: preços das passagens aéreas sobem quase 10% este ano

SÃO PAULO - Com avanço nos preços de 1,23% em outubro, as passagens aéreas já estão quase 10% mais caras este ano, de acordo com o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Os dados, divulgados nesta sexta-feira (7), revelam que a passagem aérea foi um dos itens que impulsionaram a inflação de outubro, que ficou em 0,45%. Neste mês, foram os turistas de Porto Alegre os que mais sofreram com aumento de preços, em 2,78%.

Os encarecimentos também foram acentuados no Distrito Federal (2%), em Salvador (1,86%), São Paulo (1,67%), Goiás (1,48%) e Rio de Janeiro (1,40%).

Destaques no acumulado

De janeiro a outubro, o destaque em aumento de preço na passagem aérea ficou com o Rio de Janeiro, com avanço de 13,54%. Na tabela abaixo é possível verificar o comportamento dos preços em cada capital analisada pelo IPCA:
Cidade Inflação/outubro Inflação/acumulado
Rio de Janeiro 1,40% 13,54%
Porto Alegre 2,78% 7,23%
Belo Horizonte 0,01% 7,66%
Recife 1,19% 8,74%
São Paulo 1,67% 7,34%
Distrito Federal 2% 12,32%
Fortaleza 0,67% 9,56%
Salvador 1,86% 11,44%
Curitiba - 10,39%
Goiás 1,48% 9,72%
Nacional 1,23% 9,92%
Fonte: IBGE/IPCA


Motivos para aumento

De acordo com o diretor de Assuntos Internacionais da Abav Nacional (Associação Brasileira das Agências de Viagem), Leonel Rossi, o preço das passagens subiu neste ano devido à alta demanda e à falta de concorrência no mercado. "É a lei da oferta e da procura".

Acontece da seguinte maneira: a economia vai bem, o poder aquisitivo da população aumenta e, como conseqüência, a procura por viagens também cresce, elevando os preços das passagens aéreas. A economia em crescimento ainda incentiva os negócios das empresas e o turismo de negócios.

Outro motivo que acaba por elevar ainda mais os preços das passagens, em um momento de aquecimento no mercado aéreo, é a falta de competitividade, ou um número reduzido de empresas atuantes no setor. Neste caso, o ingresso de novas companhias, que já está previsto, poderá amenizar a alta de preços. "A Azul deve entrar no mercado e crescer rápido. Com isso, os preços devem cair. Ainda tem a Webjet, que deve entrar no mercado e trazer mais concorrência", afirmou Rossi.

Bovespa Fonte: Thomson Reuters

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