SÃO PAULO - Com avanço nos preços de 1,23% em outubro, as passagens aéreas já estão quase 10% mais caras este ano, de acordo com o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Os dados, divulgados nesta sexta-feira (7), revelam que a passagem aérea foi um dos itens que impulsionaram a inflação de outubro, que ficou em 0,45%. Neste mês, foram os turistas de Porto Alegre os que mais sofreram com aumento de preços, em 2,78%.
Os encarecimentos também foram acentuados no Distrito Federal (2%), em Salvador (1,86%), São Paulo (1,67%), Goiás (1,48%) e Rio de Janeiro (1,40%).
Destaques no acumuladoDe janeiro a outubro, o destaque em aumento de preço na passagem aérea ficou com o Rio de Janeiro, com avanço de 13,54%. Na tabela abaixo é possível verificar o comportamento dos preços em cada capital analisada pelo IPCA:
| Cidade |
Inflação/outubro |
Inflação/acumulado |
| Rio de Janeiro |
1,40% |
13,54% |
| Porto Alegre |
2,78% |
7,23% |
| Belo Horizonte |
0,01% |
7,66% |
| Recife |
1,19% |
8,74% |
| São Paulo |
1,67% |
7,34% |
| Distrito Federal |
2% |
12,32% |
| Fortaleza |
0,67% |
9,56% |
| Salvador |
1,86% |
11,44% |
| Curitiba |
- |
10,39% |
| Goiás |
1,48% |
9,72% |
| Nacional |
1,23% |
9,92% |
Fonte: IBGE/IPCAMotivos para aumentoDe acordo com o diretor de Assuntos Internacionais da Abav Nacional (Associação Brasileira das Agências de Viagem), Leonel Rossi, o preço das passagens subiu neste ano devido à alta demanda e à falta de concorrência no mercado. "É a lei da oferta e da procura".
Acontece da seguinte maneira: a economia vai bem, o poder aquisitivo da população aumenta e, como conseqüência, a procura por viagens também cresce, elevando os preços das passagens aéreas. A economia em crescimento ainda incentiva os negócios das empresas e o turismo de negócios.
Outro motivo que acaba por elevar ainda mais os preços das passagens, em um momento de aquecimento no mercado aéreo, é a falta de competitividade, ou um número reduzido de empresas atuantes no setor. Neste caso, o ingresso de novas companhias, que já está previsto, poderá amenizar a alta de preços. "A Azul deve entrar no mercado e crescer rápido. Com isso, os preços devem cair. Ainda tem a Webjet, que deve entrar no mercado e trazer mais concorrência", afirmou Rossi.