SÃO PAULO - A inadimplência com cheques registrou, em maio deste ano, um crescimento de 18,9% na comparação com o mesmo mês do ano passado e atingiu o maior patamar desde 1991, com 25,2 devoluções a cada mil compensações. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (18) pela Serasa.
No mês passado, foram devolvidos 2,49 milhões de cheques e 98,74 milhões foram compensados. Em maio do ano passado, 2,40 milhões retornaram, enquanto que 113,19 milhões foram compensados.
Por outro lado, o índice, frente ao quarto mês do ano, subiu 13,5%, já que em abril foram 22,2 cheques devolvidos a cada mil compensados.
AcumuladoNos cinco primeiros meses deste ano, o índice de inadimplência aumentou 16,3%, na comparação com o mesmo período do ano passado. Foram 23,6 cheques devolvidos a cada mil compensados.
De janeiro a maio deste ano, foram devolvidos 12,11 milhões de cheques e 512,73 milhões foram compensados.
Os dados ainda mostraram que, nos cinco primeiros meses do ano, os cheques devolvidos por falta de fundos representaram 17,5% da inadimplência dos consumidores, abaixo da participação de 22,8% do mesmo período de 2008.
InadimplênciaPara os técnicos da Serasa, maio é um mês de maior inadimplência devido às vendas do Dia das Mães. Além disso, as compras parceladas da Páscoa e as despesas com os feriados prolongados do mês anterior também contribuíram para a elevação da estatística.
Em relação ao acumulado do ano, as devoluções são as maiores desde 1991, recorde que se deve aos efeitos da crise, tais como a elevação do desemprego e uma maior utilização do cheque pré-datado para compensar os ajustes na oferta de crédito.
Os técnicos ressaltam que, por conta da expectativa de recuperação da economia no segundo semestre, a inadimplência com cheques deve recuar nos próximos meses.