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04/11/2009 - 10h24

Governo quer que Câmara reprove mudanças nas regras de reajuste da aposentadoria

SÃO PAULO - A medida que muda as regras para cálculo do reajuste das aposentadorias deve ser votada nesta quarta-feira (4) pela Câmara dos Deputados. Mas, se depender do Governo, o pleito não acontecerá.

"Esse não é o momento para se aprovar um tema como esse", afirmou o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, de acordo com a Agência Brasil.

O texto que entrou na pauta da casa prevê, entre outras mudanças, que o mesmo reajuste concedido ao salário seja aplicado às aposentadorias acima de um mínimo.

Contas da Previdência

A medida, que deve beneficiar cerca de 8,1 milhões de aposentados e pensionistas, não é benéfica aos cofres da Previdência Social. "É insustentável para o Governo federal os impactos que isso tem", explicou Padilha, reiterando que o aumento deve estourar as contas da Previdência.

O ministro ainda alegou que o País está se recuperando da crise financeira e, por conta disso, esse não é o melhor momento para esse tipo de aumento. "Não concordamos com a emenda que leva esse aumento para todos os aposentados", afirmou.

Embora preocupado com as contas, Padilha está confiante de que os deputados não aprovarão a emenda, já aprovada pelo Senado.

Negociação

"Estamos procurando uma alternativa", afirmou o ministro. Desde junho, o Executivo procura chegar a um consenso com os representantes dos aposentados e pensionistas, porém, o impasse prevalece.

Os beneficiários alegam que os reajustes do salário mínimo somam, somente no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 90,21%, enquanto que os de aposentarias acima do piso subiram apenas 49,82% no mesmo período.

Com a medida, eles esperam um aumento real dos benefícios.

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