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05/11/2009 - 11h11

Dieese: custo de vida sobe mais para paulistanos de maior poder aquisitivo

SÃO PAULO - Os paulistanos viram os preços subirem 0,53% em outubro. A taxa representa uma alta de 0,26 ponto percentual em relação a setembro, quando foi registrado índice de 0,27%. Por estrato de renda, as famílias de maior poder aquisitivo, pertencentes ao estrato 3, tiveram a maior elevação de preços no mês passado, já que o indicador dessa classe ficou em 0,60%, contra 0,27% no mês anterior.

As informações, divulgadas nesta quinta-feira (5), fazem parte do ICV (Índice de Custo de Vida), apurado mensalmente pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos).

Por renda

Segundo o levantamento, o ICV para o estrato 1 (composto por um terço das famílias mais pobres, que contempla os domicílios nos quais a renda média salarial fica em R$ 377,49 ao mês) registrou a menor alta, de 0,06 ponto percentual, passando de 0,31% em setembro para 0,37% em outubro.

Para as pessoas inseridas no estrato 2 (famílias de nível intermediário, com rendimento médio de R$ 934,17 mensais), o ICV ficou em 0,47% em outubro, contra 0,26% um mês antes - alta de 0,21 ponto percentual.

Considerando o estrato 3 (que reúne as famílias de maior poder aquisitivo, cuja renda média é de R$ 2.792,90 por mês), o Dieese aponta que o custo de vida subiu 0,33 p.p. em um mês.

De modo geral, os itens dos grupos Transportes, Habitação e Saúde foram os que mais influenciaram as altas verificadas nos estratos 3 e 2.

Com relação à alta dos preços para o estrato de menor renda, Habitação, Transportes e Alimentação foram os grupos que mais influenciaram.

Principais variações

No mês passado, as principais contribuições para o índice geral vieram dos grupos Transportes (1,59%), Habitação (0,62%) e Saúde (0,59%), que atingiram todos os estratos em outubro, embora com impactos diferentes.

Também contribuíram para a elevação do ICV os grupos Despesas Diversas (0,45%), Recreação (0,23%) e Vestuário (0,19%).

Por outro lado, contribuíram para conter o custo de vida a queda nos preços do segmento de Equipamento Doméstico (-0,03%) .

Acumulado

Nos últimos 12 meses - entre novembro de 2008 e outubro de 2009 -, o ICV acumula alta de 4%. Ao se considerar os diferentes estratos de renda, a maior taxa apurada foi a das famílias de maior poder aquisitivo (4,41%). Para as famílias do estrato 2, o índice fica em 3,43%, enquanto para aquelas com menor poder aquisitivo a alta foi de 3,47%.

De modo geral, os aumentos verificados em 12 meses devem-se, especialmente, às elevações apuradas nos grupos Despesas Pessoais (11,10%), Educação e Leitura (7,58%), Habitação (5,60%) e Alimentação (4,39%).

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