SÃO PAULO - O ICV (Índice de Custo de Vida) da cidade de São Paulo apresentou variação de 0,53% em outubro, índice 0,26 ponto percentual maior do que o verificado em setembro (0,27%).
Os dados, divulgados nesta quinta-feira (5), fazem parte de levantamento mensal realizado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).
No acumulado dos últimos 12 meses - entre novembro de 2008 e outubro de 2009 -, o índice avançou 4%. Já no acumulado deste ano, o ICV registra variação positiva de 3,34%.
Segmentos De acordo com o Dieese, as grandes pressões inflacionárias em outubro partiram dos grupos Transportes (1,59%), Habitação (0,62%) e Saúde (0,59%). Nenhum grupo apresentou variação negativa no período.
Coube ao grupo Alimentação a menor variação, de 0,15%. O grupo Vestuário (0,19%) também estimulou a elevação no último mês.
De acordo com o Dieese, o aumento dos preços dos combustíveis estimulou a alta do setor de Transportes, puxando, consequentemente, a alta do ICV. No período, os combustíveis aumentaram 4,02%, reflexo da alta do álcool (12,87%) e da gasolina (1,41%).
No grupo Habitação, a elevação foi determinada pelo subgrupo Locação, impostos e condomínio, que registrou alta de 1,08%. Já em Alimentação, o aumento foi determinado pelo subgrupo alimentação fora de casa (0,70%). Porém, neste grupo, a alta poderia ser maior não fosse a queda dos preços do subgrupo In Natura e semielaborados (-0,23%).
Em Saúde, a alta deve-se ao comportamento dos preços da assistência médica (0,80%). Os valores dos medicamentos barraram a elevação e no período apresentaram queda de 0,22%.
Destaques em 12 meses e no anoEm 12 meses, os destaques ficaram com Despesas Pessoais (11,60%), Educação e Leitura (7,46%), Habitação (5,63%) e Saúde (4,15%). Os grupos Alimentação (2,87%) e Transportes (2,27%) também registraram aumentos, porém, abaixo da média geral.
Já as taxas negativas foram detectadas nos grupos Vestuário (-1,40%) e Equipamento Doméstico (-0,30%).
Em Despesas Pessoais, as maiores influências foram dos produtos de fumo e acessórios, que tiveram alta de 21,59%.
No acumulado do ano até outubro, as maiores altas foram registradas no grupo Despesas Pessoais (10,93%), com destaque para o subgrupo para fumo e acessórios (21,63%). Educação e Leitura e Habitação também apresentaram altas, de 7,38% e 5,23%, respectivamente. As variações negativas foram registradas nos grupos Vestuário (-2,40%) e Equipamento Doméstico (-0,56%).