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06/11/2009 - 08h00

Fenabrave elogia crédito para veículos e não acredita em queda dos juros

SÃO PAULO - "O crédito para veículos novos está bom, farto e barato". A afirmação é do presidente da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), Sérgio Reze.

Em entrevista coletiva, o executivo afirmou que, embora não vislumbre uma elevação nas taxas de juros cobradas nos financiamentos dos veículos, também não prevê um cenário de queda para essas taxas.

"O que influencia as taxas de juros cobradas nos financiamentos não é a Selic, ela é mero referencial para títulos do governo. O que realmente importa é o volume de recurso a disposição dos bancos e também a inadimplência. Atualmente vivemos um momento em que ambos os fatores estão em níveis positivos, por isso as taxas estão em valores bastante razoáveis, como nunca estiveram para veículos, mas não posso arriscar e dizer que no próximo ano teremos taxas de 12% ao ano. Seria bom. Mas o governo já acena uma possível elevação dos juros para conter preços inflacionários. Temos que esperar".

Leasing

Reze atribui à classe social que utiliza o leasing o fato das taxas de juros nessa modalidade serem menores que o crédito direto ao consumidor.

"Não podemos negar que a maioria das pessoas que utilizam o leasing são de classes sociais mais elevadas, com isso o risco de inadimplência é muito menor, o que faz as taxas serem mais baixas".

Para explicar os juros mais altos no CDC, o presidente cita também o mercado de usados. "Para o mercado de usados, os recursos ainda são pequenos, e quanto menos os bancos têm para emprestar, mais cobram por esse empréstimo. Além do mais, a inadimplência nesse setor é maior. E como as taxas do CDC são únicas, elas acabam contaminadas pelo crédito dos usados".

Para finalizar, Reze disse ainda que não considera o fato do Brasil ter, no geral, juros altos, como um ponto negativo. "Nos EUA os juros são baixos e nós vimos o que aconteceu por lá. Aqui, como os juros são altos, somos muito mais cautelosos na tomada de crédito", afirmou.

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