11/05/2008 - 12h43
Empresas portuguesas fecham negócios com Venezuela

Lisboa, 11 mai (Lusa) - Um grupo de construtoras portuguesas, liderado pela Teixeira Duarte, e a naval Lisnave fecham esta semana alguns dos maiores contratos da visita oficial do primeiro-ministro luso, José Sócrates, à Venezuela.
Na quinta-feira, último dia da visita de Sócrates, acontecerá a assinatura do contrato para a reconversão do Porto de La Guaira - obra que as autoridades venezuelanas pretenderem concluir até 2012 e que custará cerca de US$ 500 milhões.
Pela parte portuguesa, o consórcio será liderado pela Teixeira Duarte - empresa que já tem estrutura montada na Venezuela -, participando também Mota Engil, Grupo Lena e Consulmar.
Além da obra para a reconversão do porto, que inclui a construção de um novo oleoduto, as empresas Lisnave e Estaleiros de Viana do Castelo também devem assinar contratos com o Estado venezuelano nas áreas da reparação e da construção naval.
Ainda durante a visita de Sócrates à Venezuela, a petrolífera Galp vai fechar acordo para a compra de 30 mil barris de petróleo diários da venezuelana PDVSA. O negócio fará com que um grande número de petroleiros venezuelanos visite a costa portuguesa.
O projeto da Lisnave é receber pelo menos quatro dessas embarcações da PDVSA por ano para reparos e manutenção, negócio que, se concretizado, renderá à empresa portuguesa cerca de 8 milhões de euros anuais (R$ 21 milhões).
Já os Estaleiros de Viana do Castelo vão apresentar uma proposta às autoridades de Caracas para a construção de quatro navios, trabalho avaliado em 200 milhões de euros (R$ 525 milhões).
Os negócios no setor naval e portuário se juntam ao acordo institucional que será assinado entre os dois países, na terça-feira, logo após o encontro de José Sócrates com o presidente Hugo Chávez.
Por meio desse acordo, Portugal pagará pela importação de um terço dos barris de petróleo venezuelanos (o equivalente a 10 mil por dia) com exportações de produtos farmacêuticos, agro-alimentares e tecnológicos.
No total, representantes de 80 empresas portuguesas acompanham a visita de Sócrates à Venezuela. Após a passagem pelo país de Chávez, o premiê português segue para Lima (Peru), onde participa da cúpula entre União Européia e América Latina e Caribe.