UOL EconomiaUOL EconomiaÚltimas Notícias
UOL BUSCA

BOLSAS

CÂMBIO

09/07/2008 - 14h45

Introdução de carro elétrico em Portugal mobiliza setores

Lisboa, 9 jul (Lusa) - O consórcio liderado pela Renault-Nissan e pelo governo português, assinado nesta quarta-feira e que visa a comercialização de carros elétricos em Portugal, envolverá a EDP (dona da Energias do Brasil), empresas de auto-estradas, supermercados e o setor bancário, anunciou o ministro luso da Economia, Manuel Pinho.

De acordo com Manuel Pinho, nos próximos quatro meses, as empresas do consórcio vão estudar os moldes em que vai nascer no país a rede de infra-estruturas necessárias para trocar ou carregar as baterias utilizadas pelos carros elétricos, que devem chegar ao mercado português entre 2010 e 2011.

"O nosso objetivo é criar as bases de uma plataforma que introduza, em larga escala, os veículos movidos a motor elétrico, de forma a reduzir a dependência dos combustíveis fósseis e diminuir as emissões de carbono", disse o ministro aos jornalistas, à margem da assinatura do memorando de entendimento entre Portugal e a Renault-Nissan.

Durante a cerimônia em Lisboa, o primeiro-ministro luso, José Sócrates, anunciou também que o governo vai estudar mudanças no modelo fiscal para permitir que os veículos não-poluentes possam pagar menos de 30% do atual imposto sobre os automóveis.

Sócrates disse ainda que os carros elétricos devem chegar ao mercado português com o preço de um similar movido a gasolina, criando, assim, condições para que os consumidores possam optar.

O presidente-executivo da aliança Renault-Nissan, Carlos Ghosn declarou durante a cerimônia que a combinação de mobilidade com meio ambiente "não é uma prioridade vaga" e que Portugal "é o primeiro país onde está sendo testado um modelo empresarial" de uso dessa tecnologia. A experiência deve prosseguir por Dinamarca e Israel e, depois, por Europa, Estados Unidos e Ásia, segundo o executivo.

Carlos Ghosn, que é cidadão brasileiro, sublinhou que os investimentos nesta área rondarão "os milhares de dólares", sendo essa uma das prioridades da Renault-Nissan.

"Queremos massificar a comercialização destes veículos" até 2012, disse o executivo.

Os responsáveis da empresa se negaram a avançar números de investimento, justificando que o modelo de comercialização ainda está sendo pensado.

Segundo o vice-presidente da Nissan, Carlos Tavares, Portugal será, "seguramente", um dos mercados líderes nesta aliança.

Sobre os veículos, Tavares adiantou que "serão verdadeiros automóveis, com excelentes níveis de conforto, capazes de transportar cinco passageiros e com uma autonomia de 160 quilômetros", atendendo 90% das necessidades dos consumidores da marca.

A empresa criou uma joint-venture com o grupo NEC para instalar no Japão uma unidade de fabricação de baterias de íons de lítio, em um investimento de 72 milhões de euros.

À margem da cerimônia, o presidente da EDP, António Mexia, manifestou-se confiante no sucesso da introdução em Portugal dos veículos que não emitem gases poluentes, defendendo que as empresas envolvidas no consórcio devem "olhar para isto como uma oportunidade".

Também presente na cerimônia, o ministro português do Meio Ambiente, Francisco Nunes Correia, afirmou que o protocolo e a introdução de veículos limpos contribui para a resolução de "30% do problema de consumo de energia e do consumo de CO2".

"É um tiro certeiro. Acredito que em 2 ou 3 anos esta tecnologia já estará em utilização e, entre 5 ou 10 anos, este tipo de veículos serão prevalentes", disse.

Bovespa Fonte: Thomson Reuters

Gráfico Bovespa

64466,13-0,54%

Mais bolsas

Cotações anteriores

Dolar Fonte: Thomson Reuters

Gráfico Dolar Comercial

R$ 1,719 -0,17%

Conversor de moedas

Mais sobre câmbio

Cotações anteriores

Shopping UOL

Hospedagem: UOL Host