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12/08/2008 - 09h14

Famílias lusas tinham renda mensal de R$ 4,4 mil em 2005

Lisboa, 12 ago (Lusa) - O rendimento líquido total anual médio das famílias em Portugal era, em 2005, de 22.136 euros (R$ 53.244,6), o que corresponde a um rendimento líquido mensal de 1.845 euros (R$ 4.437,85), cita a Pesquisa de Despesas das Famílias 2005-2006 divulgado nesta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Estes números demonstram que os rendimentos das famílias registraram uma taxa média de crescimento anual de 2,1% desde 1999, informa o mais recente estudo sobre os orçamentos familiares realizado pelo INE.

A despesa média anual era de 17.607 euros por agregado familiar em 2005/2006, dos quais 26,6% (4.691 euros) gastos em habitação, incluindo despesas com água, gás e eletricidade, 15,5% (2.736 euros) em bens alimentares e bebidas não alcoólicas e 12,9% (2.272 euros) em transportes.

A região de Lisboa era a que tinha o rendimento líquido total anual médio por família mais elevado, de 27.463 euros, mas também a despesa mais elevada, de 20.715 euros, claramente acima do valor nacional.

A região do Alentejo era a que tinha o rendimento anual mais baixo, nos 18.276 euros, registrando também a despesa média mais baixa no conjunto do país, de 14.067 euros.

Segundo a pesquisa, a despesa total anual média das famílias com crianças ou jovens dependentes era cerca de 50% superior à das famílias sem menores dependentes.

Contudo, o estudo concluiu que a maioria dos agregados familiares portugueses (58%) não incluía crianças ou jovens dependentes.

Concluiu também que o homem é o indivíduo de referência - o que tem os rendimentos mais elevados - em 61,7% das famílias e que em 52,1% delas o trabalho por conta de outros era a principal fonte de rendimento.

A pesquisa cita ainda que a região de Lisboa registrava o nível mais baixo na taxa de risco de pobreza, situada em 12%, enquanto a região do Norte e a Região Autônoma da Madeira registravam as taxas mais elevadas, estimando-se que em cada uma destas regiões 19% da população tinha rendimentos inferiores ao limiar da pobreza nacional.

O estudo conclui que 71% das famílias vivem em áreas predominantemente urbanas e que 75,8% dos agregados familiares residiam em casa própria.

Quanto aos níveis de conforto básicos, registra-se uma evolução significativa em relação à última pesquisa: 99,7% dos alojamentos dispunham de eletricidade, 98,5% tinham água canalizada, 97,4% tinham sistema de esgotos e 95,8% dispunham de instalação sanitária.

A posse de telefone celular passou de 47,4% em 2000 para 81% em 2005/2006 e a posse de telefone fixo baixou de 75,5% para 68,7%.

Bovespa Fonte: Thomson Reuters

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