Lisboa, 4 out (Lusa) - O satélite w7, que permitirá à operadora portuguesa ZON levar a televisão por assinatura para Angola, será lançado em 18 de novembro e poderá entrar em funcionamento em dezembro, depois de algumas semanas de testes.
De acordo com informação disponível no site da Eutelsat, com a qual a operadora portuguesa celebrou um contrato por cinco anos, o satélite vai abranger uma extensão que inclui a Rússia, o Oriente Médio, a Europa, a Ásia Central e África, assegurando a difusão de serviços digitais, incluindo 'Pay-TY'.
O W7 será lançado pela International Launch Services (ILS) e ficará localizado a 36 graus Leste - "uma localização-chave para a difusão de televisão na Rússia, Ucrânia e África" - e permitirá à ZON iniciar as emissões em dezembro em Angola, caso as licenças já tenham sido atribuídas pelo governo angolano.
A futura empresa que irá assegurar a distribuição de televisão por assinatura em Angola será detida em 70% por Isabel dos Santos, que ocupará a presidência, cabendo ao presidente executivo da ZON, Rodrigo Costa, a vice-presidência.
O atual presidente executivo da TV Cabo Madeira, Nuno Aguiar, será administrador-executivo.
A ZON já tem desde setembro uma operação financeira montada para entrar em Angola através da holandesa Teliz, empresa gestora de participações que a operadora portuguesa comprou em 100% em março deste ano, de acordo com o relatório semestral de contas da dona da TV Cabo.
O documento adianta ainda que a Teliz, adquiriu, por sua vez, no segundo trimestre deste ano, "30% do capital da Finstar - Sociedade de investimentos e Participações", "aquisição condicionada à verificação de algumas condições de acordo com a Lei Angolana", dependendo o negócio, e logo o lançamento do serviço de televisão por assinatura (via satélite), de autorizações angolanas.
O negócio, que constitui o primeiro passo da operadora para a internacionalização, já era previsível, levando-se em consideração que a Zon Multimédia confirmou em finais de junho estudar a possibilidade de lançar uma televisão por assinatura em Angola.
O negócio, acrescentou na época, seria desenvolvido em parceria com uma empresa controlada pela filha do presidente angolano, ressalvando contudo que o projeto estava "numa fase preliminar".