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04/10/2009 - 18h09

Apoio do FMI a Angola deve atingir quase US$ 1,5 bilhão

Istambul, 4 out (Lusa) - O Fundo Monetário Internacional (FMI) deverá apoiar Angola com um crédito de US$ 1,3 bilhão, anunciou um alto responsável da instituição financeira de apoio ao desenvolvimento.

"Vamos recomendar um empréstimo de 1,3 bilhão de dólares como o montante a conceder ao abrigo do programa stand by", disse a diretora do FMI para África, Antoinette Sayeh.

A ser aprovado pela direção do fundo, quando em novembro for submetido a votação, este será um dos maiores empréstimos já concedidos a um país africano ao abrigo de um programa do gênero.

O empréstimo terá uma duração de 27 meses e deverá permitir regularizar as operações no mercado monetário.

As duas partes chegaram a acordo sobre um programa em 29 de setembro, cerca de um mês depois do início das negociações solicitadas por Luanda, sem que tenha sido divulgado o apoio financeiro a ser prestado pelo fundo.

O programa deverá permitir aliviar as pressões de liquidez imediatas, estimular a confiança do mercado e recuperar uma posição macroeconômica sustentável, segundo o Fundo.

No relatório hoje divulgado, o Banco Mundial salienta que, caso mantenha-se a atual tendência, o Banco Nacional de Angola deverá voltar a poder disponibilizar aos bancos "grandes quantidades de dólares de uma forma sistemática e consistente e os leilões [de divisas] poderão voltar com risco limitado de desvalorização forte do kwanza".

"Isto será especialmente verdade à medida que as políticas macroeconômicas ganhem acrescida credibilidade com o Acordo Stand-By com o FMI e podem ser esperadas mais reservas à medida que comecem os desembolsos do FMI", salienta.

Atualmente, o Banco Nacional está vendendo quantidades limitadas de dólares a uma taxa fixa, usando uma fórmula para alocá-las aos bancos comerciais, o que resulta na acumulação de procura, que só deverá ser satisfeita à medida que seja disponibilizada mais moeda estrangeira.

Depois de um início de ano de queda acentuada nas receitas petrolíferas, o défice corrente está a melhorar (devido à subida na produção e preços de petróleo) e as reservas estrangeiras recuperam criando condições para a normalização do mercado monetário pelo banco central.

Em agosto, o preço médio do Girassol (petróleo de referência para Angola) manteve-se 80% acima do mínimo de dezembro de 2008, ainda que 45% abaixo do máximo histórico de julho do ano passado.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que a economia de Angola cresça 0,2% este ano e 9,3% em 2010, afastando a anterior previsão de recessão, assim como já havia feito o Banco Mundial.

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