Pequim, 8 out (Lusa) - Mais de 100 grupos e empresas de comunicação de 70 países e regiões participam da Cúpula Mundial da Mídia, que acontece até este sábado em Pequim e tem o objetivo de analisar os desafios enfrentados pelos meios tradicionais na era da multimídia.
Esta é a primeira reunião do gênero e foi organizada pela agência de notícias oficial chinesa
Xinhua, com o apoio de oito grandes entidades do setor, como a News Corporation, de Rupert Murdoch, a BBC e a Reuters.
O início formal dos trabalhos, com a presença do presidente chinês, Hu Jintao, está marcado para esta sexta-feira, às 9h (local), no Grande Palácio do Povo.
"O modelo global da mídia está a passar por transformações sem precedentes" e "a crescente diversidade das exigências do público colocam ao setor desafios e oportunidade inéditas", disse o presidente da
Xinhua, Li Congjun.
Até quarta-feira tinham se inscrito mais de 100 empresas do setor: 43 da Europa e da América do Norte, 21 da Ásia, 20 do Leste Europeu e antiga União Soviética, 17 da África, oito da América Latina e nove de Hong Kong, Macau e Taiwan, segundo os organizadores.
O representante de Portugal será o presidente da Agência Lusa, Afonso Camões.
A resposta da mídia à crise financeira, "fusões nas mídias globais" e "futuro das redações e dos jornalistas" são alguns dos temas debatidos.
Fundada em 1931, a
Xinhua tem hoje 117 delegações fora da China e divulga seu noticiário em oito línguas, entre elas o português.