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19/10/2009 - 14h33

Angola quer que setor aéreo seja referência internacional

Luanda, 19 out (Lusa) - O ministro angolano dos Transportes, Augusto Tomás, afirmou nesta segunda-feira em Luanda que a aspiração do governo é fazer o setor se tornar "uma referência internacional".

Esta "aspiração de longo prazo" foi manifestada por Tomás durante o seminário organizado pelo ministério para analisar o processo de reestruturação em andamento na TAAG, companhia angolana de bandeira, que conta com vários especialistas, incluindo o presidente da TAP, Fernando Pinto.

Porém, o objetivo traçado por Tomás emerge ainda dos "êxitos" alcançados com o processo de reestruturação da emprsa angolana, iniciado após a proibição, em 2007, de voar para o espaço aéreo europeu.

Tomás adiantou ainda que este processo já "produziu resultados assinaláveis", destacando a autorização parcial para a TAAG voar para a Europa, na rota Luanda-Lisboa, este ano, quase dois anos depois estar impedida devido a falhas de segurança detectadas por perícia feita na França.

O ministro que tutela os transportes em Angola apontou ainda como elementos essenciais que dão corpo ao processo de reestruturação a conclusão total ou parcial em cinco aeroporto angolanos, a abertura das pistas do Kuito (Bié) e Saurimo (Lunda Sul) e abertura de mais três Malange, Luena (Moxico) e Benguela.

Tomás juntou ainda a este leque de feitos produzidos pelo processo de reestruturação, como a triplicação da capacidade do aeroporto de Luanda, 4 de Fevereiro, e a construção prevista de mais dois aeroportos internacionais, na Catumbela (Benguela) e Lubango Huíla).

"Já não estamos numa trajetória descendente, estabilizamos e demos início a um trajeto de sentido positivo", defendeu Tomás, referindo-se ao período conturbado que a TAAG viveu após a decisão do Comitê de Segurança aérea da União Europeia em impedir a companhia de voar para a Europa em 2007, situação que só ficou parcialmente resolvida quando há cerca de dois meses esta foi autorizada a voar para Lisboa, que é o seu mais importante destino.

Com a decisão de Bruxelas em levantar parcialmente a proibição de a TAAG voar para a Europa, foi o Instituto Nacional de Aviação Civil português que ficou com a responsabilidade de verificar, através de inspeções periódicas, os progressos conseguidos pela estatal.

Também presente no seminário, António Estima, do INAC de Portugal, explicou que as inspeções realizadas em Lisboa nos aviões da TAAG indicam que está sendo realizado um trabalho "bem feito" que tem de ter "consolidação em resultados práticos".

"Estamos em progresso e um dos motivos das inspeções em Lisboa dos aviões da TAAG é isso mesmo, confirmar o trabalho que está feito, que está a ser feito e que será feito", adiantou Estima.

No seguimento do que Estima afirmou, Rui Carreira, da comissão de gestão da TAAG, aproveitou o evento para garantir que o processo de reestruturação é um mecanismo que não tem fim devido às especificidades do setor.

"O processo de reestruturação não vai terminar nunca, porque é um sector que utiliza tecnologia de ponta e está em continuo aperfeiçoamento. E, porque está sempre em desenvolvimento, é essencial estar sempre em reestruturação para acompanhar os desenvolvimentos neste setor", disse.

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