Macau, 19 out (Lusa) - A 14ª edição da Feira Internacional de Macau inicia na quinta-feira com 288 delegações de 61 países e regiões, entre os quais sete países de língua portuguesa, que terão a maior participação da história no evento.
De acordo com a organização, o Estado de São Paulo terá neste ano pela primeira vez o seu próprio pavilhão na feira com quatro
stands. Além disso, o Brasil enviará sua maior delegação ao evento.
Além disso, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e Timor Leste estarão unidos no Pavilhão dos Países de Língua Portuguesa para promover oportunidades de negócio e investimentos. Já Portugal terá seu próprio espaço de exposição no evento.
Lee Peng Hong, presidente do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau, responsável pela organização da feira, destacou que "a participação dos países de língua portuguesa é este ano a maior de sempre, o que permite reafirmar o papel de Macau como plataforma de negócios entre a lusofonia e a China".
"Entendemos que o interesse sobre os países de língua portuguesa pelo continente chinês e empresários chineses é cada vez maior e, nesse sentido, Macau tem como estratégia a longo prazo trabalhar com os países lusófonos", sustentou.
Segundo a coordenadora do Gabinete de Apoio ao Secretariado Permanente do Fórum Macau, Rita Santos, está prevista a viagem a Macau de "mais de 100 individualidades da lusofonia, entre empresários e representantes dos organismos de promoção do comércio e investimento".
Os sete embaixadores dos países lusófonos em Pequim vão também participar do evento através de um seminário sobre as oportunidades de negócio entre as comunidades empresariais da China e dos países lusófonos.
Com mais de mil
stands de 600 expositores oriundos de 48 países e regiões - 14 dos quais participam pela primeira vez, como a Rússia, Colômbia, Peru e Cuba -, a Feira Internacional de Macau assume-se este ano como a maior da história, através de um reforço da área de exposição e componente internacional.
O aumento do potencial de atração do evento resulta, de acordo com Lee Peng Hong, do "reconhecimento do papel de Macau como plataforma de cooperação comercial e econômica".
"Estamos a tentar transformar esta grande participação internacional em oportunidades de negócio para as pequenas e médias empresas, além de se procurar promover o papel de Macau como plataforma internacional para os negócios com a China", objetivos que estão de acordo com as políticas do governo, acrescentou Hong.
Num ano em que se celebra o décimo aniversário da transferência do governo de Macau de Portugal para a China, a feira tem como tema central a "Diversidade - Chave para uma nova década de prosperidade". O objetivo é apresentar o desenvolvimento social e econômico do território ao longo da última década e explorar novas oportunidades de negócio, além do jogo, que dinamizem no futuro o mercado.
A feira resultará de um investimento de 20 milhões de patacas (R$ 4 milhões no câmbio atual), segundo a organização, esperando-se que venha a atrair cerca de 60 mil visitantes, três mil dos quais profissionais de mais de 60 países.