Lisboa, 20 out (Lusa) - O indicador de clima econômico, disponível até setembro, apresentou um "forte aumento" nos últimos cinco meses, após registrar em abril o valor mais baixo da série.
Segundo a síntese econômica de conjuntura, elaborada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o indicador de confiança dos consumidores e as expectativas de desemprego mantiveram a tendência de queda em Portugal.
Os indicadores de consumo privado e de investimento (FBCF) apresentaram, por sua vez, movimentos ascendentes nos últimos meses, após terem atingido em março os mínimos históricos das respectivas séries.
De acordo com o INE, "o indicador de consumo privado tem vindo a registrar reduções menos intensas desde abril, o que em agosto se deveu à contribuição menos negativo da componente de consumo duradouro, uma vez que a componente de consumo corrente voltou a desacelerar ligeiramente".
Por outro lado, o indicador de FBCF apresentou uma diminuição menos expressiva em agosto, prolongando a trajetória ascendente iniciada em abril, em resultado do comportamento menos negativo de todas as componentes, mas sobretudo do investimento em construção e em material de transporte.
Em relação ao comércio exterior, foram registradas em agosto "fortes reduções homólogas nominais das importações e das exportações", respectivamente de 21,8% e de 19,7%, contra os recuos de 23,9% e 22,2% verificados em julho.
Em setembro, a taxa de variação homóloga mensal do Índice de Preços no Consumidor (IPC) foi negativa em 1,6%, recuando 0,3 ponto percentual em relação a agosto, repetindo o valor mínimo desta taxa em junho.
A propósito, o INE destaca que, pela primeira vez, o indicador de inflação subjacente apresentou uma variação negativa situando-se em 0,2% (no mês anterior registrou uma variação positiva de 0,2%).
O instituto diz ainda que em setembro, os preços dos bens e dos serviços "continuaram a apresentar comportamentos heterogêneos", observando uma redução homóloga de 3,5% no primeiro caso e um crescimento homólogo de 1,4% no segundo.
Na zona do euro e na União Europeia os indicadores de sentimento econômico e de confiança dos consumidores prolongaram igualmente a recuperação dos meses anteriores.